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Curso de Astronomia – Primeira Sessão

Tal como já havíamos anunciado neste artigo do nosso blog: Curso de Astronomia – 1º Programa – Luso Academia a Luso Academia em conjunto com o Acelera Angola está a realizar um curso de Astronomia para poder divulgar esta ciência para o público em geral.

Hoje decorreu a primeira sessão do nosso curso e tivemos a comparência de várias pessoas interessadas que ao longo da sessão fizeram perguntas e comentários muito pertinentes.

Partilhamos com os os nossos leitores algumas fotografias e um vídeo da sessão e esperamos poder contar convosco para a segunda sessão que será já no próximo sábado.

 

 

 

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Resolução de Exercícios – Movimento Circular Uniforme

— 1. Introdução —

A pedido de uma participante de um grupo de facebook do qual a Luso Academia é um membro propomos as seguintes resoluções para os exercícios apresentados.

— 2. Exercícios —

Exercício 1 Um corpo executa um movimento harmónico simples, e as suas posições são observadas numa régua graduada em centímetros posicionada atrás do corpo. Inicialmente, em {t=0\,\mathrm{s}}, a posição ocupada pelo corpo na régua de {8,0\,\mathrm{cm} } corresponde à máxima elongação. em {t=0,1 \pi\,\mathrm{s}} o corpo passa pela primeira vez na posição {2,0\,\mathrm{cm}} com velocidade nula.

Determine o módulo da aceleração máxima do corpo nesse movimento.

Como sabemos as equações de movimento para o movimento harmónico simples podem ser escritas do seguinte modo:

  • {x(t)=A\cos(\omega t)}
  • {v(t)=-A\omega\sin(\omega t)}
  • {v(t)=-A\omega ^2\cos(\omega t)}

Assim sendo o módulo da aceleração máxima deste movimento é dada por {A\omega ^2} sendo que nos resta determinar os valores para {A} e {\omega}.

Pelo enunciado sabemos que para {t=0} é válido o seguinte

\displaystyle  x(0)=A\cos(\omega 0)=8 \Rightarrow A\cos (0)=8 \Rightarrow A=8

Também pelo enunciado sabemos que para a equação de velocidade é válido o seguinte:

\displaystyle  v(0,1\pi)=-8\omega\sin(0,1\pi \omega)=0

o que implica que o argumento da função seno tem que ser igual a {\pi}, pois a velocidade é nula.

Assim é

{\begin{aligned} \omega &= \frac{\pi}{0,1\pi} \\ &=\frac{1}{0,1} \\ &= 10 \end{aligned}}

Após calcularmos o valor de {A} e de {\omega} podemos então calcular o valor do módulo da aceleração máxima.

{\begin{aligned} |a_{max}| &= A\omega ^2 \\ &=8\times 100^2 \\ &= 800\,\mathrm{m/s^2} \end{aligned}}

Exercício 2 Um movimento circular uniforme de raio {R=40\,\mathrm{cm}} possui velocidade tangencial {2,0\,\mathrm{m/s}} e um ângulo inicial de {30 ^\circ } em relação ao eixo {x} girando no sentido anti-horário.

Considerando o MHS descrito pela projecção desse movimento no eixo {x}, determine a função velocidade do MHS (nas unidades do Sistema Internacional.

Uma vez que neste exercício faz sentido considerar uma fase inicial vamos escrever as equações de movimento na forma:

  • {x(t)=R\cos(\omega t -\varphi)}
  • {v(t)=-R\omega\sin(\omega t-\varphi)}
  • {v(t)=-R\omega ^2\cos(\omega t-\varphi)}

Pelo enunciado sabemos que para {v(0)} é válido o seguinte

{\begin{aligned} 2 &= -40\omega\sin(-\pi /6) \\ 2 &= 40\omega\sin(\pi /6) \\ 2 &= 40\omega\frac{1}{2} \\ 2 &=20\omega \end{aligned}}

Assim sendo temos que a velocidade angular é dada por

\displaystyle  \omega = 0,1 \mathrm{rad} /s

Assim a expressão para a velocidade fica

\displaystyle  v(t)=-4\sin\left(0,1t-\dfrac{\pi}{6}\right)

Intelc Angola – Curso de Marketing Digital

No seguimento da parceria entre a Intelc Centro Ensino e a Luso Academia viemos por este meio divulgar um curso de Marketing Digital dos nossos parceiros.
Porquê é que o MARKETING DIGITAL é tão importante?
Ajuda a VENDER RÁPIDO e em GRANDE QUANTIDADE
 
INSCREVA-SE:
CURSO: Marketing Digital – Estratégias & Metodologias
DATA: 05 e 06 de Julho de 2018
INVESTIMENTO: 10 Mil Kwanzas
LOCAL: Bloco V1, 2º Andar casa nº 22, Centralidade do Kilamba, Luanda-Angola |
VOCÊ RECEBERÁ:
– Manual de Instrução
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– Acompanhamento Pós-Curso
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FAÇA A SUA RESERVA: 
Facebook: @INTELC Centro de Ensino
(+244) 222 019 471 / 944 716 177 / 915 421 031
Bloco V1, 2º Andar Apart. nº 22, Centralidade do Kilamba, Luanda-Angola

Matemática, muito estranha?

“Eis uma questão que merece reflexão: existe mesmo um conhecimento que não dependa da experiência e das impressões dos sentidos?”

Immanuel Kant

Em 2006, o mundo Matemático explodiu, uma notícia aterrizou como uma nave na comunidade científica, a famosa conjectura de Poincaré acabara de ser resolvida, um problema que baralhara as melhores mentes por quase um século e que, embora provada ser verdadeira para muitas dimensões restava ainda uma última pedra a ser colocada no edifício, a terceira dimensão, a nossa, o problema, em linguagem comum ” quais são as formas que um espaço tridimensional imerso em um quadridimensional pode tomar?”, grosso modo, ” quais são as possiveis formas que o nosso universo pode ter?”, acabava de ser resolvida. Seu solucionador, Gricha Perelmam, matemático russo, brilhante, génial e simultaneamente, estranho, recluso, um eremita social, o típico estereótipo de um génio louco, insocial, que não se encaixa na sociedade moderna consumista e individualista, que além de ter ignorado os canais científicos apropriados para a publicação de tamanha descoberta também renunciou as glórias materias que tal descobeta lhe proporcionariam. A comunidade matemática, totalmente desconcertada com a solução quase incompreensível dada por ele, tinha ainda de lidar ao mesmo tempo com a imprensa, já que as lendas haviam começado e especulações surgiam sobre o significado real e práctico da prova de Perelmam. Para alguns, ele mostrava definitivamente qual era a forma do universo, para outros não tanto preocupados com os resultados em si ou com uma análise rigorosa deles, sublinhavam entretanto o facto de que Perelmam era um rebelde, anarquista científico, um Matemático punk, inconformado, que não se dobra as imposições materialistas do capitalismo.

Findo o frenesim, restava ainda uma questão a ser respondida, o que afinal este senhor fez? Qual é o real significado de seu trabalho? E talvez ainda de forma mais estranha, como é que ele um mero mortal, fruto do barro, conseguiu a partir da manipulação de simples rabiscos em um quadro negro inferir as possiveis formas que o universo pode ter? Será que de alguma forma aqueles símbolos estavam vivos? Se sim, o que lhes deu vida, que fogo divino incendiou aquelas fórmulas e as tornou capazes de nos desvendar a realidade? Afinal, porquê a matemática funciona, de uma maneira estranha e curiosa, eficazmente como ferramenta para se descrever o mundo?

Antes de pensarmos sequer em responder às questões acima levantadas, se é que existem respostas para elas, devemos recuar um pouco na história até a pré-história: a nossa história começa em uma gruta, em algum lugar no mundo. Os homens, sempre tiveram a necessidade de prever as coisas, e dessa maneira, o poder de reconhecer padrões na natureza sempre foi uma mais valia que ajudou o desenvolvimento do homem, ao mesmo tempo, as exigências do dia a dia, isto é, o simples acto de agrupamento de animais numa sociedade de colectores exigia deles cada vez mais o reconhecimento de certas relações que haviam entre elas. Não sabemos ao certo quando os homens começaram a contar, apenas podemos especular que o processo, seja a contagem de animais ou outras coisas úteis às comunidade primitivas, eram de certa forma conectadas com as pedras, cada uma delas representando um animal, ou riscos em um pedaço de pau, cada um deles representando um objecto que se quer contar, infelizmente, por mais simples que pareça para nós hoje, o passo decisivo, que era o de se abstrair de todos aqueles métodos o conceito de “número”, não foi feito e os questionamentos mais profundos, seja por limitações da linguagem que estava num processo de desenvolivimento ou por não ser útil, foram simplesmente inexistentes.

O próximo passo foi dado pelas civilizações do Oriente próximo e as sociedades que surgiram a partir delas, lá vemos as primeiras sociededas devotadas ao estudo de pequenas extruturas que lhes permitiam medir coisas, ciência essa que ficou sem nome e que consistia essencialmente numa série de procedimentos mecânicos e algorítimicos. Os Egípcios foram os verdadeiros mestres nisso, afinal as pirâmides exigiam conhecimentos de natureza númerica muito elevada e eles compilaram uma série de procedimentos para se facilitar o processo. Um facto muito interessante e um pouco desconcertante, é que tanto Egípcios, Babilônios, Incas, Aztecas, Chineses e até outros povos na África profunda, chegaram a descobrir as mesmas verdades e relações númericas fundamentais que existiam entre as diversas coisas, um exemplo muito interessante é o famoso teorema de Pitágoras que já era conhecido pelos Chineses e Egípcios, muito antes sequer de Pitágoras ter existido, o que suscita questionamentos profundos, como se de facto estas relações fundamentais sempre estivessem estado aí a espera de serem descobertas e que elas independem totalmente de nossas mentes.

O passo seguinte na evolução desses conhecimentos surge numa zona a que hoje chamamos Grécia, na época, um conjunto de estados vizinhos, que apesar de possuírem a mesma religião, isto é, venerarem os mesmos deuses, falarem a mesma língua e admirarem os mesmos heróis Homéricos, sempre estavam em guerra. Lá, uma classe de mercadores que ia constantemente ao Egipto e entrara em contacto com as descobertas e ideias da civilização faraônica, acabou por causar um renascimento intelectual e talvez a primeira grande revolução significativa no mundo Ocidetal, tomando emprestado os conhecimentos e procedimentos Egípcios para a solução numérica de certos problemas, atribuíram-lhe um nome especial, Matemática, que traduzido do grego significa mais ou menos algo como “inclinado a aprender”. Com os Gregos, levados pela revolução no pensamento que estavam a observar, esse corpo de conhecimentos foi expandido, estudado, sistematizado pela primeira vez, de uma série de procedimentos muitas vezes dispersos, isolou-se uma matriz comum, e criaram-se os axiomas, verdades indubitáveis e evidentes, que serviriam de bloco para a construção de conhecimentos mais complexos, não usando outra coisa, senão a razão, agora sujeita a regras claras de pensamento, a lógica. Nela se destacam dois pensadores geniais, Pitágoras, o famoso matemático, que também era místico e sacerdote de uma seita exotérica, acreditava, após observar o modo como a Matemática estava relacionada com o mundo, que a unidade fundamental da realidade é o número, tudo é número, e as coisas surgiriam pela combinaçâo destes, outro sucessor de Pitágoras, embora não alinhado com suas ideias pouco ortodoxas foi Platão que acreditava que esse mundo era apenas uma cópia imperfeita de uma realidade mais perfeita, o famoso mundo das ideias, acessível ao homem apenas depois da morte, porque o corpo manchado pela carne não podia pois ascender a perfeição, apenas a ideia pura, i.e., a alma, poderia atingir esse mundo, daí concluiu Platão que o que havia em comum, por exemplo, entre um par de sandálias e um outro de pães, era a ideia do número dois, desse modo a Matemática seria um modo de descrevermos a verdadeira realidade, esse mundo inteligivel, que não era aberto aos nossos olhos, assim, a matemática deve existir fora de nossa mente, pois ela faz parte do mundo das ideias, essa visã ficou conhecida como Platonismo e hoje eu posso afirmar com bastante certeza que ela é a visão de boa parte dos matemáticos.

Mas, a evolução levada a cabo pelos gregos, Pitágoras e Platão, por si só não respondeu de maneira satisfatória de o por que ela funcionar de um modo desconcertante, mais tarde Eugene Wigner diria que essa é uma dádiva que nós não merecemos, é que, escondido entre o emaranhado de símbolos algébricos existe um significado e nós sempre retiramos dalí mais do que nós colocamos. Seja com Newton e sua teoria da gravitação que foi verificada como certa em uma parte por milhão, ou as leis de Kepler deduzidas de simples observações pouco rigorosas e cheias de superstições astrológicas, até mesmo a moderna mecânica quântica, que pela natureza quase invisível dos objectos por ela tratados, e do deconhecimento aberrante do modo como eles funcionam, temos de cada vez mais confiar em equações para obtermos um conhecimento do modo como elas realmente se comportam, enfim, a matemática é realmente estranha, e mais estranha ainda é ela funcionar, infelizmente eu não sei as respostas todas, mas eu penso que uma compreensão sobre a estranheza da matemática é um primeiro passo para uma verdadeira compreensão do modo como a realidade funciona. No fundo, ela é o único meio que possuimos para desvendarmos o profundo e escondido no universo, e diriam alguns, talvez ela mesma seja a nossa realidade.

A Importância das CTEM

Ao longos dos séculos várias sociedades na história da humanidade procuraram perceber o mundo que está à nossa volta. Naturalmente as explicações encontradas eram muito simplistas no princípio, mas com o passar do tempo o nível de sofisticação foi aumentando. Isto equivale a dizer que os fenómenos a serem estudados foram se tornando cada vez mais complexos e consequentemente as ferramentas utilizadas foram se tornando também mais complexas.

Importa aqui realçar que a compreensão alcançada dos fenómenos naturais permitiu à espécie humana controlar o meio ambiente e com isso alcançar melhores condições de vida. Muitos exemplos podem ser dados para substanciar a afirmação anterior, mas iremos apenas indicar a Revolução Industrial. Esta aconteceu durante o princípio da primeira metade do Séc. XVIII e estendeu-se até ao final da primeira metade do Séc. XIX. Durante este período assistiu-se a uma intensa mecanização dos métodos de produção, a utilização crescente da energia a vapor e a fabricação de produtos químicos para os mais variados fins.

Estes progressos tiveram várias consequências positivas nos países onde foram implementados. Os volumes de produção aumentaram de uma forma incrível, um maior número de pessoas passou a ter acesso aos bens e o número de empregos aumentou pois as novas fábricas que estavam ser formadas precisavam de força de trabalho. Do lado demográfico também vimos avanços incontestáveis com a melhoria generalizada das condições de vida: aumento da população, aumento da esperança média de vida e diminuição da mortalidade infantil.

Na última década do Séc. XX surgiu nos EUA a sigla STEM que significa “Science, Technology, Engineering and Mathematics” que significa “Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática” (em português vamos optar pela sigla CTEM). Muito mais que uma simples sigla esta é uma perspectiva integrada de olhar para todas as áreas que são responsáveis pelos avanços técnicos alcançados pelos seres humanos. No entanto, como já vimos, estes avanços de natureza mais técnica acarretam sempre progressos noutras áreas.

Deste modo é muito importante realçar as vantagens associadas a termos uma sociedade que aposta nas CTEM como forma de potenciar o seu desenvolvimento noutras áreas não directamente relacionadas com as CTEM. è bastante claro que o investimento aplicado em áreas mais experimentais como as engenharias acarretam várias vantagens para as sociedades e potenciam o seu crescimento económico. No entanto, vários estudos foram já feitos e todos eles comprovam que o investimento em áreas como a Física e a Química vêm um maior crescimento na sua Economia quando comparados com países que se focam somente nas ciências aplicadas.

Podemos então concluir que esforços devem ser envidados para apoiar a educação de base nas CTEM ao mesmo que se investe na produção investigação científica de natureza mais fundamental para alavancarmos o desenvolvimento económico em países de renda média (como é o caso de Angola.

Mecânica Quântica para Todos

Como é sabido dos nossos leitores a Luso Academia tem vindo a realizar um ciclo de sessões de esclarecimento e divulgação da Ciência.

Neste sentido foi hoje realizado mais uma dessas sessões. Como sempre tivemos o apoio do Acelera Angola, e da Estilo Rouge.

Como já foi dito neste artigo Parceria Unitel, foi firmada uma parceria entre a Unitel e a Luso Academia. No âmbito desta parceria a Unitel foi também uma parceira neste evento e esteve presente durante a sessão de esclarecimento.

Finalmente resta também mencionar o apoio do Centro Tecnológico Nacional que foi incansável na busca de oferecer as melhores condições para a realização deste evento.

Relativamente a sessão de hoje o tema versado foi a Mecânica Quântica e procuramosfazer uma introdução da Mecânica Quântica que fosse o mais acessível para o público em geral.

Deixamos então convosco a última apresentação e esperamos que vos seja útil.

Mecanica Quantica Para Todos.

Mini Curso de Física Moderna – Aula 1

Como é do conhecimento dos nossos leitores temos planeado um mini curso de nome “Da Física Clássica à Física Moderna – Uma Breve Introdução“.

No Sábado passado foi ministrado a primeira aula deste mini curso. Tal como foi combinado com os alunos que estiveram presentes partilhamos aqui o conteúdo da primeira aula.

Fisica Moderna – Aula 1

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