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1.1. Generalidades do MHS (Parte 3)

 

Exercício 8 .

Um corpo MHS desloca-se entre as posições extremas { -50 \ cm} e { +50 \ cm} de sua trajectória, gastando 10 segundos para ir de uma à outra.
Considerando que,no instante inicial, o móvel estava na posição de equilíbrio em movimento retrogrado,determine:

  1. O período;
  2. A equação da elongação do movimento;

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 8 .\

O problema nos apresenta um corpo em MHS. Nos é dada a amplitude deste movimento, através do valor das posições e nos é dado o tempo que o corpo leva a sair de um extremo para o outro.

Sabemos que um movimento oscilatório é um movimento de sucessivas aproximação e afastamentos de uma posição fixa chamada de posição de equilíbrio. Então, num MHS o corto move-se ciclicamente do seguinte modo:

  • Sai da posição de equilíbrio para um dos extremos (1º Extremo).
  • Sai deste 1º extremos para a posição de equilíbrio.
  • Sai da posição de equilíbrio para o outro extremos (2º Extremo, no lado oposto).
  • Sai deste 2º extremos para a posição de equilíbrio.

Esta é a descrição de um ciclo completo.

O tempo que a partícula leva a completar o ciclo acima é o período {T}.

Cada um dos movimentos descritos acima tem a mesma duração, para o MHS. Esta duração é de {0,25 \cdot T} ou seja, {\dfrac{T}{4}}.

Para sair de um extremo ao outro, a partícula tem de fazer dois destes movimento. Então, o tempo que a partícula leva a sair de um extremo para outro corresponde então a metade do período.

Quanto a fase, este problema nos dá informação sobre o movimento e posição da partícula no momento inicial. Como vamos usar a função seno, podemos observar o gráfico generalizado da função seno.

Observamos que a função seno atinge o valor zero (posição de equilíbrio, no MHS)quando {\varphi = 0^o}, {\varphi = 180^o}, {\varphi = 360^o}, etc.

No caso em análise, não poderemos adoptar {\varphi = 0^o}. Porquê? A reposta está no movimento descrito no enunciado. Se repararmos no gráfico genérico da função seno, observamos que, a seguir {\varphi = 0^o} o valor da função começa a subir. Em movimento, isso equivale a um movimento progressivo.

Como o enunciado diz que a partícula está na posição de equilíbrio, mas em movimento retrogrado, então, o ângulo de fase para este momento deve ser {\varphi = 180^o}.

O gráfico esboçado do movimento do exercício é o seguinte:

  1. Se o corpo demora {10 \ s} para ir de um extremo ao outro, então esses { 10 \ s} correspondem à metade do período, ou seja:

    \displaystyle \dfrac{T}{2}=10

    \displaystyle \Rightarrow T=10 \cdot 2

    \displaystyle \Rightarrow T=20 \ s

  2. A equação da elongação(ou equação horária) de um MHS pode ser dada na forma:

    \displaystyle x=A \cos(\varphi_0+ \omega t) \ ou \ x=A sen (\varphi_0+ \omega t)

    O uso de seno ou cosseno é opcional. Usaremos a função seno, conforme descrito na análise.

    Já ficou mostrado que { \varphi_0=180^o}.

    A amplitude do movimento é definida pela coordenada do extremo. Neste caso:

    \displaystyle A= \ 50 \ cm= \ 0,5 \ m

    Com o valor do período, podemos determinar a frequência angular:

    \displaystyle \omega =\dfrac{2 \pi}{T}=\dfrac{2 \pi}{20 }\ rad/s

    \displaystyle \omega = \dfrac{\pi}{10 }\ rad/s

    Então,m para equação do movimento, teríamos.

    \displaystyle x=A sen (\omega t+ \varphi)

    \displaystyle x=0,5 sen (\dfrac{\pi }{10 }t+ 180^o)

Exercício 9 .

Considere o gráfico da oscilação abaixo. Determine a amplitude deste MHS.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 9 .

O problema nos apresenta o gráfico da velocidade de um MHS.

Pela ilustração,nota-se que o período de oscilação é{T=4 \ s } e a velocidade máxima da oscilação é { 5 \ cm/s}.

Logo,sabendo que a velocidade máxima de um corpo em oscilação é dada por:

\displaystyle v=A \omega

Sabemos também que:

\displaystyle \omega =2 \pi /T

Então, combinado as duas, temos:

\displaystyle v_{max}=A \cdot \dfrac{2\pi}{T}

\displaystyle \Rightarrow 0,05=A \cdot \dfrac{2\pi}{4}

\displaystyle \Rightarrow 0,05=A \cdot \dfrac{\pi}{2}

\displaystyle \Rightarrow 2 \cdot 0,05= A \pi

Invertendo a igualdade:

\displaystyle A \pi=2 \cdot 0,05

\displaystyle \Rightarrow A= \dfrac{2 \cdot 0,05}{\pi}

\displaystyle A=0,032 \ m

Exercício 10 .

Um corpo executa um MHS ao longo do eixo x, oscilando em torno da posição de equilíbrio { x=0 }.
O gráfico abaixo está o gráfico de sua aceleração em função do tempo.

Determine:

  1. A frequência do movimento.
  2. A amplitude do movimento.
  3. O módulo da velocidade do corpo em { t=2 \ s }

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 10 .

O período e a amplitude da aceleração (ou aceleração máxima) deste MHS podem ser obtidos no gráfico abaixo:

 

Com isso conclui-se que:

\displaystyle a_{max}=10 \ m/s^2

\displaystyle t=4 \ s

  1. Por definição a frequência de uma oscilação é igual ao inverso do seu período, ou seja,{ f=\dfrac{1}{t}}.

    Logo:

    \displaystyle f=\dfrac{1}{4}=0,25 \ Hz

  2. Com os dados que temos,podemos calcular a amplitude A do movimento partindo da equação da aceleração máxima { a_{max}} do movimento.

    Sabendo que:

    \displaystyle a_{max}=A \cdot \omega ^2

    \displaystyle \omega = \dfrac{2}{\pi}t

    Logo:

    \displaystyle a_{max}=A \cdot ( \dfrac{2\pi}{t})^2

    \displaystyle A= a_{max} \cdot (\dfrac{t}{2\pi})^2

    \displaystyle A=10 \cdot (\dfrac{4}{2\pi})^2

    \displaystyle A=4,053 \ m

  3. Para calcularmos o módulo da velocidade no instante { t=2 \ s}, precisamos saber primeiro a equação da velocidade dessa partícula em MHS. Podemos fazer isso com base nos dados gráficos e nos valores já calculados.
    De, no instante { t=0}, a aceleração é a { a=-10 \ m/s^2}, logo percebe-se que a partícula iniciou a sua oscilação quando estava no extremo, pois a aceleração de um MHS é máxima nos extremos. O movimento inicia-se no extremo positivo, pois a aceleração é negativa. Uma sinusoide atinge os extremos quando {\varphi = 90^o}, {\varphi = 270^o}, {\varphi = 450^o}, etc. Veja grafico da função seno.

    Como o nosso caso é caso em que a partícula se encontra no extremo positivo, então a fase inicial { \varphi_0= \ 90^o= \ \pi /2 \ rad}.

    A equação da aceleração é dada por { a= -A \omega ^2 sen (\varphi_0+ \omega t)} ou então por { a=-A \omega ^2 \cos(\varphi_0+ \omega t)}. Estamos a trabalhar com a função seno.

    Logo temos que:

    \displaystyle a=-A \omega ^2 sen (\omega t + \varphi_0)

    Para um MHS em que a posição é descrita por uma função seno, a velocidade tem a seguinte equação:

    \displaystyle v=A \omega \cos(\omega t + \varphi_0)

    Sabemos também que:

    \displaystyle \omega =2 \pi /T

    Então:

    \displaystyle \omega =2 \pi / 4

    \displaystyle \Rightarrow \omega = \pi / 2

    Sabendo que { A=4,053 \ m }, { \omega =\dfrac{\pi}{2} \ rad/s} ; {\varphi_0= \pi/2}. Então, substituindo estes valores na equação da velocidade:

    \displaystyle v=4,053 \cdot \dfrac{\pi}{2}\cos(\dfrac{\pi}{2} \cdot t+\dfrac{\pi}{2})

    Como foi pedido para determinar a velocidade no instante {t=2 \ s}, então:

    \displaystyle v=4,053 \cdot \dfrac{\pi}{2}\cos(\dfrac{\pi}{2} \cdot 2+\dfrac{\pi}{2})

    \displaystyle \Rightarrow v=-6,37 \ m/s

Exercício 11 .

Uma partícula realiza um MHS segundo a equação { x=0,2 \cos( \pi t /2+\pi /2 )}, no SI. A partir da posição de elongação máxima, determine o menor tempo que está partícula gastará para passar pela posição de equilíbrio.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 11 .

Apesar de parecer complexo, mas o problema é muito . Elementar mesmo.
O problema nos apresenta a equação de um MHS e nos pede para determinarmos o menor tempo que a partícula deve sair da posição de desvio máximo para a posição de equilíbrio.

Sabemos que um movimento oscilatório é um movimento de sucessivas aproximação e afastamentos de uma posição fixa chamada de posição de equilíbrio. Então, num MHS o corto move-se ciclicamente do seguinte modo:

  • Sai da posição de equilíbrio para um dos extremos (1º Extremo).
  • Sai deste 1º extremos para a posição de equilíbrio.
  • Sai da posição de equilíbrio para o outro extremos (2º Extremo, no lado oposto).
  • Sai deste 2º extremos para a posição de equilíbrio.

Esta é a descrição de um ciclo completo.

O tempo que a partícula leva a completar o ciclo acima é o período {T}.

Cada um dos movimentos descritos acima tem a mesma duração, para o MHS. Esta duração é de {0,25 \cdot T} ou seja, {\dfrac{T}{4}}.

Com a descrição acima, percebemos que, para sair de um extremo para a posição de equilíbrio, a partícula leva um tempo igual a um quarto do período.

O período pode ser obtido a partir de {\omega}. O {\omega} pode ser obtido na equação. Olhando na equação, vemos que:

\displaystyle \omega= \dfrac{\pi}{2}

Sabemos também que:

\displaystyle \omega =2 \pi /T

Então:

\displaystyle \dfrac{2 \pi}{T}= \dfrac{\pi}{2}

Fazendo multiplicação cruzada, obtemos:

\displaystyle 2 \pi \cdot 2= \pi \cdot T

Ou:

\displaystyle \pi \cdot T = 2 \pi \cdot 2

Então:

\displaystyle T = \dfrac{2 \pi \cdot 2}{\pi}

\displaystyle \Rightarrow T = \ 4 \ s

Como o tempo de passagem, do extremos para a posição de equilíbrio é {t=T/4}, então:

\displaystyle t=T/4= 4/4

\displaystyle \Rightarrow t= \ 1 \ s

Com isso, percebe-se que, para sair da posição de elongação máxima { x=\pm 0,2} para a posição de equilíbrio { (x=0)}, a partícula demora {1} segundo.

OBS: Como qualquer trabalho, esta publicação pode estar sujeita a erros de digitação, falta de clareza na imagem ou alguma insuficiência na explicação. Neste sentido, solicitamos aos nossos leitores o seguinte:

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1.1. Exercícios sobre Introdução à Física: Vectores, Grandezas e Unidades (Parte 4)

 — 1.1. Exercícios sobre Introdução à Física: Vectores, Grandezas e Unidades (Parte 4) —

 

Exercício 10 A massa de um átomo de Urânio é de {4,0\cdot10^{-26} \ kg}. Quantos átomos de urânio existem em {8 \ g} de Urânio puro.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 10 .

É um problema cujo método de resolução é muito comum (3 simples).

Vamos começar por converter todas as grandezas para as mesmas unidades.

Neste caso, vamos converter a massa do átomo de urânio para gramas. Como é uma unidade com prefixo k (kilo), podemos converter de mondo simples, substituindo o prefixo pelo seu valor({k = 10^3}):

\displaystyle 4,0\cdot10^{-26} \ kg = 4,0 \cdot 10^{-26}\cdot 10^{3} \ g = \ 4,0\cdot10^{-23} \ g

Em seguida, fazemos a relação de proporção.

Chamamos de {x} ao número de átomos que pretendemos calcular. Neste caso:

\displaystyle 1 \ atomo \longrightarrow 4,0\cdot10^{-23} \ g

\displaystyle x \longrightarrow 8,0 \ g

Fazendo a multiplicação cruzada, obtemos:

\displaystyle x \cdot 4,0 \cdot10^{-23} \ g = 1 \ atomos(u) \cdot 8,0 \ g

Isolando o x, obtemos:

\displaystyle x = \frac{1 \ atomo(u)\cdot 8,0 \ g}{4,0\cdot10^{-23} \ g}

Resolvendo, temos:

\displaystyle x = 2,0\cdot 10^{23} \ atomos

Em {8 \ g} de urânio puro, existem {2,0\cdot 10^{23}} átomos de Urânio.

 

 

Exercício 12 Determine a partir da representação dada, o vector {\vec{c} \ = 3 \ \vec{a} \ + 2 \ \vec{b}} .

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 12 .

Podemos resolver este exercício utilizando a regra do paralelogramo.

Temos uma adição de 2 vectores onde nos é dado graficamente os módulos dos vectores e o ângulo entre eles.

A resolução aqui é feita apenas graficamente.

Desta feita, aplicando a regra do paralelogramo, teremos:

  • Em primeiro lugar, vamos traçar os vectores {3 \ \vec{a} } e { 2 \ \vec{b}}. Para tal, vamos na extremidade de {\vec{a}}, traçar outro vector idênticos à {\vec{a}}. Na extremidade deste segundo {\vec{a}}, traçar outro vector idênticos à {\vec{a}}. Neste caso, teremos o vector {3 \ \vec{a} }. Para o caso do vector { 2 \ \vec{b}}, o procedimento é análogo. Vamos na extremidade de {\vec{b}}, traçar outro vector idênticos à {\vec{b}}.Neste caso, teremos o vector {2 \ \vec{b} }. Veja a figura a seguir.

  • Em seguida, na extremidade do vector {3\vec{a}} traçamos uma imagem do vector {2\vec{b}} e na extremidade do vector {2\vec{b}} traçamos uma imagem do vector {3\vec{a}}.Veja a figura a seguir.

  • Em seguida, traçamos o vector resultante que terá como origem o ponto onde ambas origem dos dois vectores ({3 \vec{a}} e {2 \vec{b}}) se encontravam, e terá como extremidade o ponto de intercessão das extremidades das imagens ({3 \vec{a'}} e {2 \vec{b'}}).

    Então, na figura anterior, obtemos o vector {\vec{c}}.

 

 

Exercício 13 Determine a distância entre os corpos A e B na figura:

Resolução 13

Este é um Problema simples de Geometria Analítica. Trazemos aqui, a titulo de exemplo para aplicação em movimentos, como veremos a seguir.

Para determinarmos a distância entre os dois pontos, usaremos a formula apresenta na Geometria Euclidiana, para distância entre dois pontos num sistema de coordenadas cartesiano.

A Relação é:

\displaystyle d(A;B)=\sqrt{(x_B-x_A)^2+(y_B-y_A)^2}

Neste caso, {x_A=5; \ y_A=15; \ x_B= 25; \ y_B=5}.

Então, substituindo os valores na relação anterior, teremos:

\displaystyle d(A;B)=\sqrt{(25-5)^2+(5-15)^2}

Resolvendo, teremos:

\displaystyle d(A;B) = \sqrt{(20)^{2} \ + \ (-10)^{2}}

\displaystyle d(A;B) = \ 22,36 \ m

Logo, a distância entre os corpos A e B é igual a {22,36 \ m}.

 

 

Exercício 14

Sendo {\vec{v_{1}} \ = \ 3 \vec{e_{x}} \ + \ 2 \vec{e_{y}} \ + \ 4 \vec{e_{z}}} e {\vec{v_{2}} \ = \ 5 \vec{e_{y}} \ - \ 2 \vec{e_{z}}} Determine o módulo de {\vec{v} \ = \ \vec{v_{1}} \ + \ \vec{v_{2}}}

.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 14 Para determinarmos o módulo do vector {\vec{v}}, é necessário que se conheça ou que se determine o vector {\vec{v}}

Sendo este vector{(\vec{v})} a soma entre os vectores {\vec{v_{1}}} e {\vec{v_{2}}}, teremos:

\displaystyle \vec{v} \ = \vec{v_{1}} \ + \ \vec{v_{2}}

Substituindo as componentes, obtemos:

\displaystyle \vec{v} \ = (\ 3 \vec{e_{x}} \ + \ 2 \vec{e_{y}} \ +?\ 4 \vec{e_{z}}) \ + \ (5 \vec{e_{y}} \ - \ 2 \vec{e_{z}})

Efectuando a operação, teremos:

\displaystyle \vec{v} \ = \ 3 \vec{e_{x}} \ + \ 7 \vec{e_{y}} + \ 2 \vec{e_{z}}

Nota: Lembre-se que, para obtermos esta expressão, somou-se os números da mesma coordenada de ambos os vectores, ou, se quisermos usar a linguagem da álgebra, os termos semelhantes.

Então, podemos determinar o módulo do vector {\vec{v}} a partir da seguinte relação:

\displaystyle |\vec{v}| \ = \ \sqrt{x^{2} \ + \ y^{2} \ + \ z^{2}}

Onde: x, y e z são os componentes deste vectores, portanto, substituindo os valores destes componentes do vector {\vec{v}} , teremos:

\displaystyle |\vec{v}| \ = \ \sqrt{(3)^{2} \ + \ (7)^{2} \ + (2)^{2}}

Resolvendo:

\displaystyle |\vec{v}| \ = \ 7,87

Logo, o vector {\vec{v}} tem o módulo igual a {7,87} unidades.

Note: No calculo do módulo de {\vec{v}} não usamos os vectores {e_{x}, \ e_{y}, \ e \ e_{z}}. Estes vectores são unitários. Só servem para indicar as direcções.

 

Exercício 15 A soma dos módulos de dois vectores é igual a 7 m. Quando colocados perpendicularmente, o módulo da soma destes vectores é de 5 m. Quais são os módulos destes vectores?

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 15

Este exercício é um problema simples de Geometria Analítica.

Para resolve-lo, vamos atribuir duas variáveis aos modelos dos vectores, e usaremos as condições do enunciado para formarmos um sistema de equações.

Consideramos que {x \ } é o módulo de um dos vectores e {\ y}O módulo de outro vector, então:

  • {x \ + \ y \ = \ 7} De acordo com a primeira condição dada no problema.

Quando colocados perpendicularmente estes dois vectores, o vector resultante forma a hipotenusa de um triângulo rectângulo com esses dois vectores. Então, teremos a situação da figura.

Se { | \vec{v_{1}}|= \ x}, {|\vec{v_{2}} | = \ y} e o {|\vec{v}|=5}, então, pelo Teorema de Pitágoras, teremos :

{x^{2} \ + \ y^{2} \ = \ (5)^{2}}

Formando um sistema de equações com duas equações obtidas das condições, teremos:

\displaystyle \left\{\begin{array}{cccccc} x & + y & = & 7\\ x^{2} & + & y^{2} & = & 25\\ \end{array}\right.

Isolando {y} na equação 1 substituindo na equação 2, teremos:

\displaystyle \left\{\begin{array}{cccccc} y & = 7 & - & x\\ x^{2} & + & y^{2} & = & 25 \end{array}\right. \Rightarrow \left\{\begin{array}{cccccc} y & = 7 & - & x\\ x^{2} & + & (7 \ - \ x)^{2} & \ = \ & 25 \end{array}\right.

\displaystyle \Rightarrow x^{2} \ + \ (7 \ - \ x)^{2} \ = \ 25

Desfazendo a diferença de quadrado e efectuando as operações, teremos:

\displaystyle x^{2} \ - \ 7 \ x \ + \ 12 \ = \ 0

Resolvendo esta equação utilizando a Fórmula de Resolvente, obtemos:

\displaystyle x_{1,2} \ = \dfrac{-b \pm \ \sqrt{b^{2} \ - \ 4 \ a \ c}}{2 \ a}

,onde {a \ = \ 1} , {b \ = \ - \ 7} e {c \ = \ 12}.

Substituindo os valores e resolvendo, teremos como resultado {x_{1} \ = \ 3} e {x_{2} \ = \ 4}

Substituindo os valores de {x_{1}} e de {x_{2}} na primeira equação do sistema, e calculando os valores correspondentes de {y}, teremos as seguintes valores para {y } : {y_1 \ = \ 4 \ e \ y_2 \ = \ 3}

Logo, temos como solução : s = { \left\{\begin{array}{cccccc} (x = 4, &y = 3)\\ (x = 3, &y = 4) \end{array}\right. }

Ambas as as soluções são aceitáveis e permutadas entre si.

Desta feita, dois vectores são: {4 \ m \ e \ 3 \ m}.

OBS: Como qualquer trabalho, esta publicação pode estar sujeita a erros de digitação, falta de clareza na imagem ou alguma insuficiência na explicação. Neste sentido, solicitamos aos nossos leitores o seguinte:

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2.1. Exercícios sobre Reflexão da Luz e Espelhos Planos (Parte 2)

 

Exercício 11 Três espelhos interceptam-se em ângulos rectos.Um feixe de luz atinge o primeiro deles com um ângulo {\theta} (ver figura ao lado) .a)Mostre que quando esse raio é refletido pelos outros dois espelhos e cruza o raio original,o ângulo entre esses dois raios será {\alpha = \ \ 180^{o}-2\theta} e determine o ângulo {\theta} para o qual os dois raios serão perpendiculares quando se cruzam?

.NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

.

Resolução 11 .

Redesenhando a figura. Na figura o ponto de intersecção entre o raio incidente e o primeiro espelho espelho chamamos de {B}.

O raio que se reflecte deste ponto vai incidir no outro ponto do segundo espelho, que chamamos de {C}.

Raio reflectido do ponto {C} vai incidir no outro ponto do terceiro espelho que chamamos de {D}.

O raio reflectido do ponto {D} vai cruzar-se com o raio incidente num ponto que chamamos {A}.

O ângulo de incidência e reflexão no ponto {C} chamamos de {z}. O complementar de {z} chamamos de {\varphi}.

O ângulo de incidência e reflexão no ponto {D} chamamos de {\beta}. O complementar de {\beta} chamamos de {\Psi}.

O complementar de {\theta} chamas de {\chi}.

Marcamos ainda os .s é eficaz conforme indicado na figura.

Da figura, no ponto B, analisando entre o espelho e a sua normal, temos:

\displaystyle \chi \ + \theta = \ \ 90^{o}

pelo triângulo BHC, pelo teorema da soma dos ângulos internos, temos temos :

\displaystyle \chi \ + \varphi \ + \ 90^{o} = \ \ 180^{o}

\displaystyle \chi \ + \varphi = \ \ 90^{o}

Subtraindo ambas equações dos passos anteriores, obtemos :

\displaystyle \varphi = \ \theta

Pelo teorema de ângulos internos no triângulo CDG, temos :

\displaystyle \varphi \ + \Psi \ + \ 90^{o} = \ \ 180^{o}

\displaystyle \varphi \ + \Psi = \ \ 90^{o}

Pelo teorema de ângulos internos no triângulo ADF, temos :

\displaystyle y \ + \ 90^{o} \ + \Psi = \ \ 180^{o} \Rightarrow

\displaystyle y \ + \Psi = \ \ 90^{o}

Subtraindo esta última pela equação do passo anterior, obtemos :

\displaystyle y = \ \varphi

Como {\varphi = \ \theta}, obtermos:

\displaystyle y = \ \theta

No quadrilátero {ABCD} temos :

\displaystyle 2y \ + \alpha = \ \ 180^{o} \Rightarrow \alpha = \ \ 180^{o} \ - \ 2y

Substituindo {y = \ \theta}, obtemos:

\displaystyle \alpha = \ 180^{o} \ - \ 2\theta

Exercício 12 Um feixe de luz emitido por um laser,incide sobre a superfície da água de um aquário,como representado nesta figura :

O fundo desse aquário é espelhado ,a profundidade da agua é de 40 cm e o ângulo de incidência do feixe de luz é de {50^{o}}. Qual é a distância entre os pontos A e C da figura?

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

.

Resolução 12 .

Dados

{n_{agua} = \ \ 1,33}

{h = \overline{BO}= \ \ 40 \ cm}

{\varphi = \ \ 50^{o}}

{ \overline{AC} \rightarrow \ ?}

.

No problema, a luz incide a partir do ar para a água. Toca na água no ponto A e refracta-se na água. É reflectida no ponto B(no espelho que está no fundo) e retorna à superfície de separação água-ar. No ponto C, faz refracção novamente para o Ar.

Para acharmos a distância AC devemos calcular o ângulo que o feixe de luz faz com a normal na água (usando a lei de Snell-Descartes), e combinando estes valores com a profundidade, no triângulo ABC.

.

Redesenhando a figura,temos :

Pela lei de Snell, no ponto A, podemos determinar o ângulo de refração. Temos :

\displaystyle n_{ar} \ sen 50^{o} = \ \ n_{agua} \ . sen \theta

Isolando o seno, no membro esquerdo, temos:

\displaystyle sen \theta = \ \dfrac{n_{ar} \ sen 50^{o}}{n_{agua}} = \ \dfrac{1. \ sen 50^o}{1,33}

\displaystyle \Rightarrow \theta =\ arcsen({ \dfrac{1. \ sen 50^o}{1,33}}) = \ 35,15^{o}

Se considerarmos o ponto médio do segmento {\overline{AB}}, que chamamos de {D}, então o triângulo ABD é rectângulo. O ângulo interno do vértice B é igual a {\theta } e {\overline{AD}=\overline{AC}/2}. Então:

\displaystyle tg \theta= \ \dfrac{\overline{AD}}{\overline{BD}} = \ \dfrac{\dfrac{\overline{AC}}{2}}{h} = \ \dfrac{\overline{AC}}{2h}

\displaystyle \Rightarrow \overline{AC} = \ 2h \ . \ tg \theta

Substituindo valores, obtemos:

\displaystyle \overline{AC} = \ 2 \ . \ 40 \ cm \ . \ tg \ (35,15^o) \Rightarrow \overline{AC} = \ 56,37 \ cm

.

Exercício 13 Um rapaz em repouso na rua,vê sua imagem reflectida por um espelho plano preso verticalmente na traseira de um autocarro que se afasta com a velocidade escalar constante de {20 \ m/s}. Qual é a velocidade de afastamento da imagem em relação ao rapaz?

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

.

Resolução 13 Neste problema temos de analisar não só a velocidade com o espelho se afasta do rapaz, mas também a velocidade com que a sua imagem (que o espelho produz) se afasta dele.

O melhor raciocínio mais simplificado, consiste em estabelecer o espelho como referencial de analise e depois achar a velocidade relativa.

A medida que o autocarro se move para a direita, automaticamente o espelho também se move para a direita. como o movimento é relativo, podemos considerar que o autocarro e o espelho estão em repouso e o rapaz ({AB}) é que se está a mover no sentido oposto (para a esquerda), com a mesma velocidade.

Se o rapaz, que é o nosso objecto óptico({AB}), se move para esquerda com velocidade v, então a sua imagem formada pelo espelho ({A'B'}) se afasta do espelho para direita com velocidade {v'}.

Vamos estabelecer as equações do movimento no 1ª referencial (com origem no espelho) e depois amos fazer a transformação de Galileu par o 2º Referencial (com origem no rapaz). Veja a figura.

Pela lei da reflexão, em qualquer momento:

\displaystyle \Delta x_{e} = \Delta x_{i}

Portanto :

\displaystyle -v \cdot t = v' \cdot t

\displaystyle \Rightarrow -v = v'

\displaystyle \Rightarrow |v| = |v'|

Então , neste referencial (Referencial 1), temos:

\displaystyle x_{Rap-Ref1}=x_{0Rap} - v. t

\displaystyle x_{Esp-Ref1}=0

\displaystyle x_{Rap-Ref1}=x_{0Rap} + v.t

.

Se estabelecermos um novo referencial (no rapaz), então este referencial 1 (com origem no espelho) está em movimento em relação ao novo referencial 2 (com origem no rapaz), com velocidade v.

A transformação de galileu diz que: {x_{Ref2}=x_{Ref 1} - v. t}.

Então para o rapaz( que no referencial 1 estava em movimento regressivo com velocidade v) teremos:

\displaystyle x_{Rap-Ref2}=x_{Rap-Ref 1} + v. t

\displaystyle x_{Rap-Ref2}=(x_{0Rap}-v.t) + v. t

\displaystyle x_{Rap-Ref2}=x_{0Rap}

Neste novo referencial, o rapaz está repouso.

.

Para o espelho/autocarro( que no referencial 1 estava em repouso na origem) teremos:

\displaystyle x_{Esp-Ref2}=x_{Esp-Ref 1} + v. t

\displaystyle x_{Esp-Ref2}=0 + v. t

\displaystyle x_{Esp-Ref2}= v. t

Neste novo referencial, o espelho/autocarro estão em movimento com velocidade v (conforme enunciado).

Para a imagem (que no referencial 1 estava em movimento progressivo com velocidade v) teremos:

\displaystyle x_{Im-Ref2}=x_{Im-Ref 1} + v. t

\displaystyle x_{Im-Ref2}=(x_{0Im}+v.t) + v. t

\displaystyle x_{Im-Ref2}= x_{0Im} + 2 v t

Neste novo referencial,imagem está em movimento com velocidade 2v .

Neste caso, a velocidade da imagem é:

\displaystyle v_{im}= \ 2.v= \ 2.20=40 \ m/s

Exercício 14 Um nativo de uma aldeia pesca em uma lagoa de água transparente. Para isso usa uma lança. Ao observar um peixe, ele atira a sua lança na direcção em que o observa. O jovem está fora da água e o peixe está em 1 m abaixo da superfície. O peixe está a uma distancia horizontal de {0,9 \ m} do ponto aonde a lança atinge a superfície da água. Para essas condições determine :

a)O ângulo {\alpha},de incidência da luz na superfície da agua-ar.

b)O ângulo {\beta} que a lança faz com a superfície da água quando tenta alcançar o peixe.

c)A profundidade aparente y,da superfície da água em que o nativo vê o peixe.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

.

Resolução 14

Dados

{n_{ar} = \ \ 1}

{n_{agua} = \ \ 1,33}

{\alpha \ - \ ?}

{\beta \ - \ ?}

{y = \ \overline{DE} - \ ?}

Neste problema, temos analise baseadas na refracção da luz. O Peixe está no Ponto O nativo, na beira do rio, vê como se o peixe estivesse no ponto D (que é a imagem virtual do ponto C) formada pela refracção da luz na superfície. O ponto A é o ponto onde ocorre a refracção. O ângulo {\alpha} é o ângulo de incidência da luz que sai do peixe e incide no ponto A. O ângulo {\theta } é o ângulo de refracção da luz no ponto A. ângulo {\beta } é complementar de {\theta}

  1. Para encontramos o ângulo {\alpha}, vamos aplicar a relação para as razões trigonométricas no triângulo rectângulo ABC. Sendo {\overline{AB}} cateto adjacente, {\overline{BC}} cateto oposto e{\overline{AC}} a hipotenusa, teremos:

    \displaystyle tg \alpha = \ \dfrac{\overline{BC}}{\overline{AB}} = \ \dfrac{0,9}{1}

    \displaystyle \Rightarrow \alpha =arctg ( \ \dfrac{0,9}{1})= \ 41,99^{o}

    \displaystyle \alpha = \ 41,99^{o}

  2. Como {\beta} é o complementar de {\theta}, então, acharemos primeiro o {\theta} e com ele acharemos o {\beta}. O {\theta} será obtido pela lei da refracção:

    \displaystyle n_{ar} \ sen \theta = \ \ n_{agua} \ sen \alpha

    Insolando o seno de { \theta }, temos:

    \displaystyle \ sen \theta = \ \ \dfrac{ \ n_{agua} \ . \ sen \alpha}{n_{ar}} = \ \dfrac{ \ 1,33. \ sen(41,99)}{1}

    Neste caso:

    \displaystyle \theta = arcsen ( \dfrac{1,33. \ sen(41,99)}{1})

    \displaystyle \Rightarrow \theta = \ \ 62,85^{o}

    Como {\theta \ + \beta = \ \ 90^{o}}, então:

    \displaystyle \beta = \ \ 90^{o} \ - \theta = \ \ 90^{o} \ - \ 62,85^{o}

    \displaystyle \Rightarrow \beta = \ 27,15^{o}

  3. A profundidade aparente do peixe, neste caso, corresponde ao segmento {\overline{DE}}. Para achar o seu valor, usaremos o triângulo ADE. Para este triângulo, temos:

    \displaystyle tg \beta = \ \dfrac{\overline{DE}}{\overline{AE}} \ \dfrac{y}{x}

    \displaystyle \Rightarrow y = \ x \ tg \ (\beta)

    \displaystyle \Rightarrow y = \ 0,9\ tg \ ( 27,15^{o})

    \displaystyle y = \ 0,46 \ m

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1.1. Generalidades do MHS (Parte 1)

— 1. Oscilações —

— 1.1. Generalidades do MHS —

Exercício 1 .

A equação de um MHS é dada por { x=0,5 \sin 10 \pi t (SI)}.

Determina o número de ciclos feitos em { 10 \ s } de oscilação.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 1 .

A equação de um MHS é geralmente dada na forma { x= A \cdot \sin (\omega \cdot t+\varphi_0 }. .

Comparando, termo a termo, com a equação dada no enunciado, temos que:

\displaystyle A=0,5 \ m

\displaystyle w=10 \ \pi \ rad/s

\displaystyle \varphi_0=0 \ rad

As unidades dos resultados estão no SI pois o enuanciado assim indica.

Para conseguir calcular o número de ciclos feitos em { 10 \ s} precisasse saber quantas oscilações são feitas em {1 \ s} (a frequência da oscilação).

Para o MHS, {\omega} é dado por:

\displaystyle \omega=2 \pi \cdot f

Logo:

\displaystyle \omega=2 \cdot \pi \cdot f

Substituindo o valor de {\omega} dos dados, obtemos:

\displaystyle 10 \pi = 2 \cdot \pi \cdot f

Isolando {f}:

\displaystyle f= \frac{10 \pi}{2 \pi}=5 \ Hz

Ou seja, em cada segundo são realizadas 5 oscilações. Para o MHS, a frequência é definida por:

\displaystyle f= \frac{N}{t}

\displaystyle \Rightarrow N= f \cdot t

substituindo valores, obtemos:

\displaystyle N=5 \cdot 10

Em { 10 \ s} de oscilações são realizados 50 ciclos.

.

Exercício 2 Uma partícula realiza um MHS, cuja equação horária é { x=5 \cos (\dfrac{\pi}{4} t } SI.

  1. Determine o período do MHS.
  2. Esboce o gráfico da velocidade em função do tempo.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar

Resolução 2 .

Este exercício está relacionado com o movimento harmónico simples. Determinaremos o período pela relação entre período e frequência angular. Determinaremos a velocidade derivando a equação da posição, dada no enunciado.

  1. A equação horária de um MHS pode ser dada na forma { x=A \cos(\omega t+\varphi_0)}.Comparando, termo a termo, com a equação dada no enunciado ({x=5 \cos (\dfrac{\pi}{4} t }), obtemos:

    \displaystyle \omega=\frac{\pi}{4} \ rad/s

    Sabendo que { \omega=\frac{2\pi}{T} },logo:

    \displaystyle T=\frac{2\pi}{\omega}

    Substituindo os dados:

    \displaystyle t= \frac{2\pi}{\pi /4}

    \displaystyle T=8 \ s

  2. Para se esboçar o gráfico da velocidade em função do tempo precisamos construir uma tabela que relaciona as duas grandezas({v} e {t}).Para isso, precisamos escrever a equação da velocidade em função do tempo.
    Sabe-se que a velocidade é dada pela derivada da posição em função do tempo, temos:

    \displaystyle v=\frac{dx}{dt}

    \displaystyle \Rightarrow v=\frac{d}{dt} [5 \cos(\frac{\pi}{4}t)]

    \displaystyle \Rightarrow v= -5 \cdot \frac{\pi}{4} \sin ( \frac{\pi}{4}t)

    \displaystyle v= -1,25\pi \sin (\frac{\pi}t)

A tabela será construida atribuindo diversos valores a {t} e calculando os valores correspondentes de {v}. Escolhemos os valores de {t} de 0, 2, 4, 6, 8 e 10 s.

Lançando os valores num sistema de coordenadas cartesianos {(t;v)} e interpolando os pontos, obtemos um gráfico similar ao da figura abaixo:

Nota: Ao interpolarmos os pontos, fazemos um ajuste sinusoidal, pois sabemos que a dependência de {v} em relação a {t} é .

Exercício 3 .

Uma partícula descreve um MHS segundo a equação {x=0,5 \cos( \pi / 3+2 \pi t) }, no SI.Obtenha.

  1. A correspondente equação da velocidade.
  2. O módulo da máxima velocidade atingida por essa partícula.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar

Resolução 3 .

Este exercício está relacionado com o Movimento Harmónico Simples. Nos é dada a equação horária do MHS para acharmos a equação horária da velocidade e a velocidade máxima. A equação horária da velocidade será obtida pela derivada da função horária da posição. A velocidade máxima é obtida na amplitude da função horária da velocidade.

  1. A equação da velocidade de uma partícula em MHS é dada pela derivada da equação da posição em função do tempo, ou seja:

    \displaystyle v(t)=\frac{d}{dt}x

    \displaystyle \Rightarrow v(t)=\frac{d}{dt}[0,5 \cos(\frac{\pi}{3} +2 \pi t)]

    Derivando, obtemos:

    \displaystyle v{t}=-0,5 \cdot 2 \pi \sin( \frac{\pi}{3} +2 \pi t)

    \displaystyle \Rightarrow v_{t}=-\pi \sin(\frac{\pi}{3} +2 \pi t)

  2. A velocidade num MHS é máxima quando { \sin( \varphi_0+ \omega)=1}. Logo:

    \displaystyle v_{max}=\pi \ m/s

Exercício 4 .

Considere o MHS dado no gráfico. Escreva sua equação.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar

Resolução 4 .

O Problema ilustra o gráfico de {x(t)} de um MHS. Para escrevermos a equação deste MHS, devemos determinar em primeiro lugar os seus parâmetros ({A}, {\omega} e {\varphi_0}). Estes parâmetros são determinados no gráfico.

A amplitude é a distancia vertical máxima entre o maior valor e o valor de equilíbrio (ou médio). No caso, como a função é simétrica em relação ao eixo de {t} (valor de equilíbrio é 0), então a amplitude é o maior valor de x a se registar na curva.

O período pode ser determinado como o tempo entre duas passagens sucessivas num máximo ou num mínimo. Como o gráfico não ilustra nem duas passagens pelo máximo, nem duas passagens pelo mínimo, então, então vamos usar o semi-período (metade do período)que é o tempo de passagem de um máximo para um mínimo ou vice-versa. á fase é obtida pela relação do valor inicial é relação ao valor máximo (considerando o momento de oscilação: subida ou descida.

A equação do movimento de um MHS é dada na forma { x = A \sin (\omega t + \varphi_0)}.

Com base na análise, é possível concluir que:

A amplitude { A=3 \ cm} ou { A=0,03 \ m} .

No momento inicial, o corpo se encontra no máximo positivo, e como estamos a considerar uma função seno. Neste caso, a função seno atinge exactamente o valor máximo quando o argumento é {90^o=\pi / 2 \ Rad}. Neste caso, para obter a fase inicial, teremos:

\displaystyle \omega t + \varphi_0= \pi/2

\displaystyle \Rightarrow \omega \cdot 0 + \varphi_0= \pi/2

\displaystyle \Rightarrow \ \varphi_0= \pi/2

O corpo demora 4 segundos para sair de um extremo ao outro, ou seja, demorou 4 segundos para percorrer metade do percurso de oscilação.

Logo, os 4 segundos correspondem à metade do período da oscilação. Com isso, pode-se dizer que:

\displaystyle T/2= 4 s

\displaystyle \Rightarrow \ T= 4\cdot 2

\displaystyle \Rightarrow \ T= \ 8 \ s

Sabendo que { \Rightarrow=2 \pi /T}, logo:

\displaystyle \omega =2 \pi /8

\displaystyle \Rightarrow \omega = \frac{1}{4} \pi \ rad/s

Por fim, substituindo os dados na equação da oscilação ({ x = A \sin (\omega t + \varphi_0)}), obtemos:

\displaystyle x = 0,03 \sin (\frac{1}{4} \pi t + \dfrac{\pi }{2})

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1.2. Exercícios sobre Movimentos: Generalidade e Movimentos uni-dimensionais (Parte 5)

Exercício 20 Uma chita pode acelerar de {0} a {96 \ km} em {2 \ s}, enquanto um carro, em média atinge a mesma velocidade final em {4,5 \ s}. Calcular as acelerações média dos dois. NÍVEL DE DIFICULDADE: Elemntar.
Resolução 20 .

A conversão de {96 \ km} para {m/s}, é feita pela regra de 3 simples conforme os exercícios anteriores.

Para a Chita, temos:

{v_o = 0}.

{v = 96 \ km/h \approx 26,7 \ m/s}.

{\Delta t = 2 \ s}.

Então, usando a fórmula de aceleração média, obtemos:

\displaystyle a_{med} = \frac{v-v_0}{\Delta t} = \frac{26,7-0}{2}=13,4 \ m/s^2

Para o carro,temos:

{v_o = 0}.

{v = 96 \ km/h \approx 26,7 \ m/s}.

{\Delta t = 4,5 \ s}.

Então, usando a fórmula de aceleração média, obtemos:

\displaystyle a_{med} = \frac{v-v_0}{\Delta t} = \frac{26,7-0}{4,5} = 5,9 \ m/s^2

.

Exercício 21 Um móvel fazendo a trajectória rectilínea {A-B-C}, tem a velocidade dada no gráfico ao lado.

Determinar:

  1. A velocidade média deste movimento.
  2. A aceleração média do mesmo.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 21 .

Diante de um problema gráfico ({v\cdot t}), é válido lembrar que área de baixo da curva determina o espaço total percorrido pelo móvel. No gráfico {v\cdot t}, a inclinação da recta, determina à aceleração.

  1. Para determinar a velocidade média, precisamos conhecer o deslocamento total e o tempo total. O tempo pode ser obtido directamente no gráfico. Para o deslocamento, ele deve ser calculado. Podemos usar dois raciocínios: o calculo da área ou a determinação dos parâmetros cinemáticos deste movimento. Para efeitos de familiarização, dado que temos dois tempos de movimentos ( Um MRUV acelerado de A para B e um MRUV retardado de B para C), vamos usar os dois métodos. Vamos usar a determinação de parâmetros para o movimento de A para B e vamos usar o cálculo de área de B para C. Em qualquer dos casos, os dois métodos são válidos. Cabe a quem resolve escolher.
    1. Determinando a aceleração de {A\longrightarrow B} (Determinação dos parâmetros):

      \displaystyle \left.\begin{array}{cccccccc} t_o = 0 \ s, v_o = 20 \ m/s\\ t= 40 \ s, v = 60 \ m/s\\ \end{array}\right\} \Rightarrow a = \frac{\Delta v}{\Delta t} = \frac{60 - 20}{40 - 0} = 0,5 \ m/s^2

    2. Determinando do correspondente deslocamento {A\longrightarrow B}:

      \displaystyle s = s_o + v_o\cdot t + \frac{1}{2}a\cdot t^2

      \displaystyle s = (20)(40) + \frac{1}{2}(0,5)(40)^2

      \displaystyle s = 1200 \ m

    3. Determinando o espaço percorrido {B\longrightarrow C} (cálculo de área):

      \displaystyle s_{\Delta} = Area = \frac{20\cdot 40}{2} = 600 \ m

    4. Neste caso, o deslocamento total é:

      \displaystyle \Delta s = 1200 + 600 = 1800 \ m

    5. Logo, a velocidade média será:

      \displaystyle v_{med} = \frac{\Delta s}{\Delta t} = \frac{1800}{60} = 30 \ m/s

  2. Aceleração média.

    \displaystyle a_{med} = \frac{v_{final}-v_{0}}{\Delta t} = \frac{0-20}{60} \approx -0,33 \ m/s^2

Exercício 22 Uma pessoa caminha {100 \ m} em {12 \ s} numa certa direcção e depois caminha na direção oposta passando {50 \ m} durante {30 \ s}. Calcule (a) a velocidade média definida pelo caminho percorrido e (b) a velocidade média definida pelo deslocamento. NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.
Resolução 22 .

Para o problema em questão, devemos entender a diferença entre deslocamento e distância percorrida. O deslocamento é o vector que une a posição inicial à posição final de um móvel, sem se importar pelo trajecto do mesmo. O seu modulo equivale a distancia entre a origem e o destino do móvel. A distancia percorrida é o somatório escalar de todo o caminho percorrido pelo móvel, levando em conta a sua trajectoria e eventuais mudanças de direcção.

Na figura, observamos que o móvel sai da posição {x_1}, vai para a posição {x_2} e depois vai (em sentido oposto) para a posição {x_3}. Se tomarmos {x_1=0}, então {x_2=100 \ m} e {x_3=50 m} (recuando 50 m a partir de {x_2}).

Neste caso o deslocamento será {\Delta x= x_3 - x_1 = \ 50 - 0= \ 50m}.

A distancia percorrida será: {d= \ d_1+d_2= \ 100+50= \ 150 \ m}.

  • A velocidade média definida pelo caminho percorrido será:

    \displaystyle v_{med} = \dfrac{d}{\Delta t} = \dfrac{150}{30 + 12}

    \displaystyle v_{med} = 3,75 \ m/s

  • A velocidade média definida pelo deslocamento será:

    \displaystyle v_{med} = \dfrac{\Delta x}{\Delta t} = \dfrac{50}{30+12}

    \displaystyle v_{med} \approx 1,19 \ m/s

.. Note que é a duração de todo o movimento, e como o tempo não recua, então sempre {\Delta t = \ 30+12= \ 42 \ s}. Estes tempos refere-se a intervalos de tempo, por isso somamos. Se fossem instantes de tempo, deveríamos subtrair.

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1.2. Exercícios sobre Movimentos: Generalidade e Movimentos uni-dimensionais (Parte 4)

Exercício 13 .

A velocidade de um móvel é tal que ele percorre {5 \ m} a cada {2 \ s},em MRU. Determine a posição final no MRU se a posição inicial for { 5 \ m} e o tempo do movimento for de {25 \ s }.

.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 13 .

Dados .

{ v= \dfrac {5 \ m}{2 \ s}= 2,5 \ m/s } .

{x_0=5 \ m } .

{t=25 \ s } .

{x=? }

Para determinarmos a posição final x do móvel no tempo t precisamos da equação de movimento ( função horária) do móvel.
Para este caso, de movimento retilíneo e uniforme(MRU), a equação de movimento é:

\displaystyle \overrightarrow{x}=\overrightarrow{x_0}= + \overrightarrow{v} \cdot t \ \ \ \ \ (1)

Na forma escalar, temos:

\displaystyle x= x_0+v \cdot t \ \ \ \ \ (2)

Substituindo {x_0} e {v}, obtemos:

\displaystyle x= 5 + 2,5 \cdot t \ \ \ \ \ (3)

A posição final {x} para { t=25 \ s} é:

\displaystyle x= 5 + 2,5 \cdot 25= 67,5 \ m

\displaystyle x=67,5 \ m

Exercício 17 .

Um atleta de corrida percorre { 1,5 \ m } em cada segundo. Quanto tempo demora fazer um percurso de { 10 \ km }. .

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 17 .

Dados

{ v= 1.5 \ m/s } .

{ \Delta s = 10 \ km= 10.000 \ m } .

{\Delta t \rightarrow ? }

Por definição, no MRU, a velocidade é dada por:

\displaystyle v= \dfrac {\Delta s}{\Delta t}

Isolando o espaço percorrido:

\displaystyle \Delta t = \dfrac {\Delta s}{v}

Substituindo os dados na fórmula anterior, obtemos:

\displaystyle \Delta t = \dfrac {10,000 \ m}{1,5 \ m/s} = 6,66 \cdot 10^3 \ s \ \ \ \ \ (7)

Transformando { 6,66 \cdot 10^3 \ s } em horas usando a regra de três simples:

\displaystyle \begin{array}{ccccccccc} 1 \ h \rightarrow 3600 \ s \\ x \rightarrow 6,66 \cdot 10^3 \ s\\ \end{array}

Fazendo a multiplicação cruzada, obtemos:

\displaystyle x \cdot 3600 \ s= 1 \ h \cdot 6,66 \cdot 10^3 \ s

\displaystyle \Rightarrow x = \dfrac {1 \ h \cdot 6,66 \cdot 10^3 \ s }{3600 \ s}

\displaystyle \Rightarrow x = 1,85 \ h

Logo, o atleta leva { 1,85 \ h } para percorrer { 10 \ km }.

Exercício 19 Um corpo está se deslocando diretamente para o sol. No instante {t_1} está {x_1 = 3,0\cdot 10^{12} \ m}, em relação ao sol. Um ano depois, está em {x_2 = 2,1\cdot 10^{12} \ m}. Achar o seu deslocamento e a sua velocidade média.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

OBS: Como qualquer trabalho, esta publicação pode estar sujeita a erros de digitação, falta de clareza na imagem ou alguma insuficiência na explicação. Neste sentido, solicitamos aos nossos leitores o seguinte:

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  • Para sugestões ou criticas, enviar email para: sugestao.lusoacademia@gmail.com;
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Resolução 19 .

Este problema envolve apenas parâmetros cinemáticos. Não se engane confundindo com gravitação universal.

\displaystyle Deslocamento

\displaystyle \Delta x = x_1 - x_2

\displaystyle \Delta x = 3,0\cdot 10^{12} - 2,1\cdot 10^{12}

\displaystyle \Delta x = 0,9\cdot 10^{12} \ m

\displaystyle \Delta x = 9,0\cdot 10^{8} \ km

\displaystyle Intervalo \ de \ tempo

\displaystyle \Delta t = 1 \ ano = 365 \ dia

\displaystyle \Delta t = 8760 \ h

A velocidade média será:

\displaystyle v_{med} = \frac{\Delta x}{\Delta t} = \frac{9,0\cdot 10^8 \ km}{8760 \ h}

\displaystyle v_{med} = 1,02\cdot 10^5 \ km/h

1.1. Exercícios sobre Equações Ondas Electromagnéticas e Propagação (Parte 2)

— 1. Exercícios sobre Natureza da Luz e Propagação de Ondas Electromagnéticas —

— 1.1. Exercícios sobre Equações Ondas Electromagnéticas e Propagação —

Exercício 4 Dois trens de pulso de certa radiação electromagnética são criados simultaneamente, propagam-se paralelamente e atravessam o sistema composto por materiais transparentes com comprimento de {L_1 = \ 125 \ m} e {L_2 = \ 70 \ m}. O trem de pulso 1 passa pelo material de índice de refração {n_1}. O trem de pulso 2 passa pelo material de índice {n_2}.

  1. Sendo que a parte externa é o ar, e { n_1 = \ 1,5}, qual deverá ser o valor de {n_2} para que os pulsos cheguem ao mesmo tempo na tela.
  2. Qual é a diferença entre o tempo de chegada dos dois pulsos no caso em que {n_2 = \ 1,5}.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

 

Resolução 4

    1. .
  1. Para que os trens de pulsos das ondas cheguem na tela ao mesmo tempo é os caminhos ópticos sejam iguais. Como temos 3 materiais, é necessário apenas comparar o trajecto aonde há diferença de índices de refração. Neste caso, o trem pulso 1 passa pelo material de índice de refração {n_1}. Analisaremos o trajecto de B-E. O trem de pulso 2 passa pelo material de índice {n_2} e depois passa por um percurso de ar, até chegar ao ponto D que está alinhado com o ponto E. Analisaremos o trajecto B-C-D.

    A condição para que cheguem ao mesmo tempo é que os caminhos ópticos sejam iguais. Note que o caminho óptico é defino pela relação:

    \displaystyle \textless AB \textgreater = \int_{A}^{B} n \cdot dl

    Para meios em que { n=const \ \Rightarrow \textless AB \textgreater = \bar{AB} \cdot n }.

    Então:

    \displaystyle \textless AE \textgreater = \textless BD \textgreater \Rightarrow \textless AE \textgreater = \textless BC \textgreater + \textless CD \textgreater

    \displaystyle \Rightarrow \bar{AE} n_1 = \bar{BC} n_2 + \bar{CD} n_{Ar}

    onde: {n_{Ar} = \ 1}. Logo, isolando {n_2}, obtemos:

    \displaystyle n_2= \frac{\bar{AE} n_1 - \bar{CD} n_{Ar}}{ \bar{BC}}= \frac{ L_1 n_1 - (L_1 - L_2 )}{ L_2}

    \displaystyle n_2 = \frac{ 125 \cdot 1,5 - (125 - 50 )}{ 50}=1,89

     

  2. Para este caso, o tempo de passagem no troço em análise será determinada pela equação do MRU, considerando a velocidade de propagação {c} e o caminho óptico.

    .

    Neste caso, para o trem 1:

  3.  

    \displaystyle c= \frac{ \textless AE \textgreater }{t_1}

    \displaystyle \Rightarrow t_1 = \frac{\bar{AE} n_1}{c}= \frac{125*1,5}{3\cdot10^8}= \frac{125*1,5}{3\cdot10^8}=6,25 \cdot 10^{7} s

    Para o trem 2:

    \displaystyle c= \frac{ \textless BD \textgreater }{t_1} \Rightarrow t_1 = \frac{ \textless BC \textgreater + \textless CD \textgreater }{t_1}

    \displaystyle \Rightarrow t_1 = \frac{L_2 n_2 + (L_1 - L_2) n_{Ar} }{c}= \frac{70 \cdot 1,5 + (150 - 70) \cdot 1}{3 \cdot 10^8} =5,33 \cdot 10^{7} s

    Neste caso, diferença de tempos é:

    \displaystyle |t_2 - t_1 |= | 6,25 \cdot 10^{7} - 5,33 \cdot 10^{7} | = 0,92 \cdot 10^{7} s

    Como a seguir aos pontos D e E o material é comum aos dois trens de pulsos, então esta diferença mantém-se até o final.

Exercício 5 Na figura a seguir, dois pulsos electromagnéticos são criados em simultâneo, propagam-se paralelamente e atravessam o sistema composto por materiais transparentes com índice de refração {n_{1} = \ 1,4; \ n_{2} = \ \ 1,7; \ n_{3} = \ \ 1,95; \ n_{4} = \ \ n_{5} = \ \ 1,2; \ n_{6} = \ \ 1; \ n_{7} = \ \ 1,3}.O valor de L é 25 m.Qual pulso chegará primeiro e qual é a diferença entre o tempo de chegada dos dois pulsos?

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

.

Resolução 5 \vspace{0,3cm}

Para não termos de calcular o tempo em cada porção, podemos usar o conceito de caminho óptico. Neste conceito, em vez de se considerar que o índice de refração afecta a velocidade, ele será visto como afectando apenas o percurso. Pelo que, podemos considerar que a luz sempre se propaga com a mesma velocidade {c}. Neste caso, temos apenas de calcular os dois caminhos ópticos e depois calcular os temos.

Para o pulso 1:

\displaystyle \textless l_1 \textgreater = L \cdot n_1 +L \cdot n_2 + L \cdot n_3 + L \cdot n_4 = \ L \cdot (n_1 + n_2 + n_3 + n_4)

\displaystyle \Rightarrow \textless l_1 \textgreater = \ 25 \cdot (1,4 + 1,7 + 1,95 + 1,2)=156,25 \ m

Neste caso, o tempo será obtido a seguir:

\displaystyle c= \frac{ \textless l_1 \textgreater }{t_1} \Rightarrow t_1 = \frac{ \textless l_1 \textgreater }{c}= \frac{156,25}{3\cdot10^8}=5,21 \cdot 10^{7} s

Para o pulso 2:

\displaystyle \textless l_2 \textgreater = 2L \cdot n_5 +L \cdot n_6 + L \cdot n_7 = \ L \cdot (2 n_5 + n_6 + n_7)

\displaystyle \Rightarrow \textless l_2 \textgreater = \ 25 \cdot (2 \cdot 1,2 + 1 + 1,3)=117,5 \ m

Neste caso, o tempo deste pulso será obtido a seguir:

\displaystyle c= \frac{ \textless BD \textgreater }{t_2} \Rightarrow t_2 = \frac{ \textless l_2 \textgreater }{c} = \frac{117,5}{3 \cdot 10^8} =3,92 \cdot 10^{7} s

Como a seguir a este trecho, o material é comum aos dois pulsos, então esta diferença mantém-se até o final.

Neste caso, diferença de tempos é:

\displaystyle |t_2 - t_1 |= | 3,92 \cdot 10^{7} - 5,21 \cdot 10^{7}| = 1.29 \cdot 10^{7} s

Como {t_1 \textgreater t_2 }, significa que o pulso 2 leva menos tempo a percorrer o trecho. Portanto, o pulso 2 chega primeiro.

— 1.2. Exercícios sobre Energia e Potência da Radiação —

Exercício 6 Uma onda electromagnética de frente plana de intensidade de {6 \ W/m^2} inside sobre uma superfície totalmente refletora de {40 \ cm^2} de área, posicionado perpendicularmente à direcção de propagação da onda.

Determine a força que a onda exerce sobre esta superfície.NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 6 .

Quando uma OEM incide sobre uma superfície totalmente reflectora como o espelho, sua pressão de radiação será:

\displaystyle P_r = \ \frac{2I}{c} \ \ \ \ \ (3)

Por definição, a pressão é a força por unidade de área:

\displaystyle P = \ \frac{F}{A} \ \ \ \ \ (4)

Então:

\displaystyle P_r = \ \frac{2I}{c} \Rightarrow \frac{F}{A} = \ \frac{2I}{c} \Rightarrow F = \ \frac{2AI}{c}

Substituindo:

  • \displaystyle F = \ \frac{2 \cdot 40 \cdot 10^{-4} \cdot 6}{3 \cdot 10^8} = \ 1,6 \cdot 10^{-10} N

OBS: Como qualquer trabalho, esta publicação pode estar sujeita a erros de digitação, falta de clareza na imagem ou alguma insuficiência na explicação. Neste sentido, solicitamos aos nossos leitores o seguinte:

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1.1. Exercícios sobre Equações Ondas Electromagnéticas e Propagação

— 1. Exercícios sobre Natureza da Luz e Propagação de Ondas Electromagnéticas —

— 1.1. Exercícios sobre Equações Ondas Electromagnéticas e Propagação —

Exercício 1 Uma onda electromagnética com frequência de 65 Hz desloca-se em um material magnético isolante que possui constante dieléctrica relativa é igual à 3,64 e a permeabilidade magnética relativa é igual à 5,18 nessa frequência. o campo eléctrico possui amplitude de {7,2 \cdot 10^{-3} \ V/m}.

  1. Calcule a velocidade de propagação da onda?
  2. Qual é o comprimento de onda?
  3. Qual é a amplitude do campo magnético?NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.
Resolução 1

Dados

{f = \ 65 Hz}

{\varepsilon_r = \ 3,64}

{\mu_r = \ 5,18}

{E_0 = \ 7,2 \cdot 10^{-12} \ v/m}

{\varepsilon_0 = \ 8,85 \cdot 10^{-12} \ C^2/Nm^2}

{\mu_0 = \ 4\Pi \cdot 10^{-7} \ Wb/Am}

{\textbf{a)}v-? \ \ textbf{b)} \lambda-? \ \textbf{c)}H_0-?}

  • {v-?}

    Conhecemos a equação duma onda electromagnética que é:

    {\frac{\partial ^2B}{\partial t^2} = \ \frac{1}{\mu \varepsilon} \cdot \frac{\partial ^2B}{\partial x^2}}, onde {\frac{1}{\mu \varepsilon} = \ v^2} é a velocidade de propagação da onda.

\displaystyle v^2 = \ \frac{1}{\mu \ \varepsilon} \Rightarrow v = \ \sqrt{\frac{1}{\mu \varepsilon}}

{\mu} e {\varepsilon} são as constantes magnéticas e eléctricas do meio, respectivamente.

A relação entre estas e as constantes magnéticas e eléctricas relativa é a seguinte:

{\mu = \ \mu_0 \mu_r} e {\varepsilon = \ \varepsilon_0 \varepsilon_r}.

Então a velocidade de propagação da onda será:

{v = \ \frac{1}{\sqrt{\mu \varepsilon}} = \ \frac{1}{\sqrt{\mu_0 \mu_r \varepsilon_0 \varepsilon_r}} = \ \frac{1}{\sqrt{\mu_0 \varepsilon_0}} \cdot \frac{1}{\sqrt{\mu_r \varepsilon_r}}}.

Sabe-se que:

\displaystyle c = \ \frac{1}{\sqrt{\mu_0 \varepsilon_0}} \approx 3 \cdot 10^8 \ m/s

Logo:

\displaystyle v = \ \frac{1}{\sqrt{\mu_r \varepsilon_r}} \cdot c = \ \frac{c}{\sqrt{\mu_r \varepsilon_r}} = \ \frac{3 \cdot 10^8 \ m/s}{\sqrt{5,18 \cdot 3,64}} = \ 0,7 \cdot 10^8 \ m/s

  1. {\lambda-?}

    A onda electromagnética em questão é uma onda sinusoidal e periódica que pode ser expressa em termos dos seus campos eléctricos e magnéticos da seguinte forma:

    \displaystyle \overrightarrow {E}(x,t) = \ E_0 \cdot \cos(\omega t+ Kx) \overrightarrow{j}

    O comprimento de onde é

    \displaystyle \overrightarrow{B}(x,t) = \ B_0 \cdot \cos(\omega t+ Kx) \overrightarrow{k}

    Para as ondas, a velocidade obedece a relação:

    {v = \ \dfrac{\lambda}{T}}, e sabemos que {T = \ \frac{1}{f}}

    \displaystyle \Rightarrow \lambda = \ \frac{v}{f}

    \displaystyle \Rightarrow \lambda = \ \frac{0,7 \cdot 10^8 \ m/s}{65 \ s^{-1}} = \ 0,011 \cdot 10^8 \ m = \ 1,1 \cdot 10^6 \ m = \ 1100 \ Km

     

  2. {H_0-?}

    Utilizando a relação das amplitudes dos campos eléctricos e magnéticos na Onda Electromagnética (O.E.M.), temos:

  3.  

    \displaystyle \sqrt{\varepsilon_0 \varepsilon_r} \cdot E_0 = \ \sqrt{\mu_0\mu_r} \cdot H_0

    \displaystyle H_0 = \ \frac{\sqrt{\varepsilon_0 \varepsilon_r} E_0}{\sqrt{\mu}_0 \mu_r} = \ \frac{\sqrt{\varepsilon_0 \varepsilon_r}}{\sqrt{\mu_0 \mu_r}} \cdot E_0

    \displaystyle \Rightarrow H_0 = \ \sqrt{\frac{\varepsilon_0 \varepsilon_r}{\mu_0 \mu_r}} \cdot E_0 = \ \sqrt{\frac{8,85 \cdot 10^{-12} \ \cdot 3,64}{4 \pi \cdot 10^{-7} \cdot 5,18}} \cdot 7,2 \cdot 10^{-3}

    \displaystyle \Rightarrow H_0 = \ 9,43 \cdot 10^{-3} \ A/m

Exercício 2 A potência irradiada pela antena de uma estação radiofónica é de 4 kW. A 4 km do transmissor foi colocada uma antena de recepção de 65 cm de comprimento. Qual é o valor de pico da f.e.m induzida por esse sinal entre as extremidades da antena receptora.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 2

Dados

{P = \ 4 \ kW = \ \ 4 \cdot 10^3 \ W }

{l = \ 65 \ cm = \ \ 0,65 \ m}

{r = \ 4Km = \ 4 \cdot 10^3 \ m}

{\varepsilon_{ind}-?} {\varepsilon_0 = \ 8,85 \cdot 10^{-12} \ C^2/Nm^2}

{\mu_0 = \ 4\pi \cdot 10^{-7} \ Wb/Am}

{C = \ 3\cdot 10^8 \ m/s}

{\varepsilon = \ \oint \overrightarrow{E}d\overrightarrow{l}}

O módulo ou amplitude da f.e.m é:

\displaystyle \varepsilon_{ind} = \ E_0 \cdot l \ \ \ \ \ (1)

 

Precisamos antes determinar a amplitude do campo eléctrico {(E_0)}. Em seguida poderemos determinar {\varepsilon_ind}. A intensidade da onda é:

\displaystyle I = \ \frac{1}{2}E_0H_0 = \ \frac{1}{2}E_0(\frac{B_0}{\mu,_0}) = \ \frac{E,_0 B_0}{2\mu,_0}

Como {c = \ \frac{E_0}{B_0}\Rightarrow B_0 = \ \frac{E_0}{c}}. Então:

\displaystyle I = \ \frac{E_0 \frac{E_0}{c}}{2 \mu_0}\Rightarrow I = \ \frac{\frac{E_0}{c}}{2\mu_0} = \ \frac{E_0^2}{2c \cdot \mu_0}

Isolando {E_0}, temos:

\displaystyle E_0^2 = \ 2 \mu_0 c I \Rightarrow E_0 = \ \sqrt{2 \mu_0 c I}

A intensidade da OEM é : {I = \ \frac{P}{A} = \ \frac{P}{4 \pi r^2}}, então:

\displaystyle E_0 = \ \sqrt{2 \mu_0 c \frac{P}{4\pi \cdot r^2}} = \ \sqrt{\frac{ \mu_0 c P}{2\pi r^2}} \ \ \ \ \ (2)

 

Substituindo esta formula na equação 1, temos:

\displaystyle \varepsilon_{ind} = \ E_0 \cdot l = \ \sqrt{\frac{ \mu_0 c P}{2\pi r^2}} \cdot l

\displaystyle \Rightarrow \varepsilon_{ind} = \ \frac{l}{r} \sqrt{\frac{ \mu \cdot c\cdot P}{2\pi}} = \frac{0,65 \ m}{4 \cdot 10^3 \ m} \sqrt{\dfrac{4 \pi 10^{-7} \cdot 3 \cdot 10^8 \cdot 4 \cdot 10^3}{2 \pi}}

\displaystyle \Rightarrow \varepsilon_ind = \ 0,0796 \ V

 

Exercício 3 Um condutor de resistência de 150 {\Omega} e conduz uma corrente contínua de 1 A, e emite ondas electromagnéticas, devido o aquecimento. O condutor tem 8 cm de comprimento e 0,9 nm de raio.

  1. Calcule o vector de Poynting na superfície do filamento?.
  2. Encontre as magnitudes dos campos eléctricos e magnéticos na superfície do filamento;.

    NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 3

Dados {R = \ 150 \Omega}

{i = \ 1A}

{l = \ 8 \ cm}

{r = \ 0,3 \ n m = \ 0,3 \cdot 10^{-3} \ m}

{\varepsilon_0 = \ 8,85 \cdot 10^{-12} \ C^2/Nm^2}

{\mu_0 = \ 4 \pi \cdot 10^{-7} \ Wb/Am}

{c = \ 3 \cdot 10^8 \ m/s}

.
OBS: Para distinguir intensidade da radiação da intensidade de corrente eléctrica, nomeamos {I} para Intensidade da Radiação e {i} para intensidade de corrente eléctrica.

  1. A intensidade duma O.E.M. corresponde ao valor médio do vector de poynting, assim:

    \displaystyle I = \ \frac{1}{2}|\overrightarrow{S}| \Rightarrow |\overrightarrow{S}| = \ 2I

    A intensidade duma OEM tem relação com a potência desta onda e com a área:

    \displaystyle I = \ \frac{P}{A}

    Sabemos que a potência pode ser dada por :

    \displaystyle P = \ U \cdot i = \ (i \cdot R)i\Rightarrow P = \ i^2 \cdot R

    Para área, vamos considerar a área lateral. Modelamos o condutor como um cilindro. Então, a área lateral será: {A = \ 2 \pi \cdot r \cdot l}.

    Substituindo estas duas relações na fórmula da intensidade , temos:

    \displaystyle I = \ \frac{P}{A} = \ \frac{i^2 \cdot R}{2 \pi \cdot r \cdot l}

    Substituindo na equação do módulo vector de Poyting, obtemos:

    \displaystyle |\overrightarrow{S}| = \ 2I = \ \frac{2R \cdot i^2}{2 \pi \cdot r \cdot l} = \ \frac{2 \cdot 150 \ \Omega \cdot (1 A)^2}{2 \pi \cdot 0,9 \cdot 10^{-9} \cdot 8 \cdot 10^{-2}} = \ 1989,4 \cdot 10^3 \ W/m^2

     

  2. Sabemos que para as O.E.M.:

    \displaystyle I = \ \frac{1}{2}E_0H_0

    Mas {c = \ \frac{E_0}{B_0} \Rightarrow B_0 = \ \frac{E_0}{c}} e {H_0 = \ \frac{B_0}{\mu_0} = \ \frac{\frac{E_0}{c}}{\mu_0} = \ \frac{E_0}{\mu_0 \cdot C}}

    Então:

    \displaystyle I = \ \frac{1}{2}E_0 \cdot \frac{E_0}{\mu_0 \cdot c} = \ \frac{E_0^2}{2c \cdot \mu_0}

    . Isolando {E_0} nesta equação anterior, obtemos :

    \displaystyle E_0^2 = \ 2c \cdot \mu_0 \cdot I \Rightarrow E_0 = \ \sqrt{2c \cdot \mu_0 \cdot I}

    Já sabemos que a intensidade é:

    \displaystyle I = \ \frac{1}{2}|\overrightarrow{S}| = \ \frac{1}{2} \cdot 1989,4 \cdot 10^3 \ W/m^2 = \ 994,7 \cdot 10^3 \ W/m^2

    Logo a amplitude do vector campo magnético será:

    \displaystyle E_0 = \ \sqrt{2c \cdot \mu_0 \cdot I} = \ \sqrt{2 \cdot 3 \cdot 10^8 \cdot 4\pi \cdot 10^{-7} \cdot 994,7 \cdot 10^3}

    \displaystyle E_0 = \ 27,386 \cdot 10^3 \ V/m

    Então, a intensidade do campo magnético é:

    \displaystyle H_0 = \ \frac{B_0}{\mu_0} = \ \frac{\frac{E_0}{c}}{\mu_0} = \ \frac{E_0}{c \cdot \mu_0} = \ \frac{27,386 \cdot 10^3}{3 \cdot 10^8 \cdot 4\pi \cdot 10^{-7}} = 72,64 \ A/m

OBS: Como qualquer trabalho, esta publicação pode estar sujeita a erros de digitação, falta de clareza na imagem ou alguma insuficiência na explicação. Neste sentido, solicitamos aos nossos leitores o seguinte:

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1.1. Exercícios sobre Introdução à Física: Vectores, Grandezas e Unidades (Parte 2)

Exercício 5 Converter para o SI s seguintes unidades:

  1. { 10 \ km/s }.
  2. { 20 \ polegadas }.
  3. { 25 \ km/h^2 }.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 5 .

Para converter-mos no SI, vamos utilizar o sistema de “3 simples”.

  1. –    { \dfrac { 10 \ km}{s}\rightarrow \dfrac {m}{s} }Neste Caso, temos de converter apenas o numerador, de {km} para {m}.

    \displaystyle 1 \ km \longrightarrow 1000 \ m

    \displaystyle 10 \ km \longrightarrow x

    Então, fazendo multiplicação cruzada, obteremos:

    \displaystyle x \cdot 1 \ km = 1000 \ m \cdot 10 \ km

    \displaystyle x = 10000 \ m

    Quer dizer que {10 \ km = 10000 \ m} logo, {10 \ km/s } no Sistema Internacional equivale a {10000 \ m/s }.

    .

  2. –      { 20 \ polegadas \rightarrow m }Sabemos que: { 1 \ polegada \approx 0,025 \ m } Então, usando o sistema de “3 simples”

    \displaystyle 1 \ polegada \longrightarrow 0,025 \ m

    \displaystyle 20 \ polegadas \longrightarrow x

    fazendo multiplicação cruzada, obteremos:

    \displaystyle x \cdot 1 \ polegada = 0,025 \ mc \cdot 20 \ polegadas

    \displaystyle x = 0,5 \ m

    Quer dizer que {20 \ polegadas} no Sistema Internacional equivale a {0,5 \ m }.

    .

  3. –    { \dfrac {25 \ km}{h^2} \rightarrow \dfrac {m}{s^2}}.Vamos começar por converter {km} em {m} e depois {h} em {s}, então: {2}

    \displaystyle 1 \ km \longrightarrow 1000 \ m

    \displaystyle 25 \ km \longrightarrow x

    \displaystyle x \cdot 1 \ km = 1000 \ m \cdot 25 \ km

    \displaystyle x = 25000 \ m

    \displaystyle 1 \ h \longrightarrow 60 \ min

    \displaystyle 1 \ min \longrightarrow 60 \ s

    \displaystyle 1 \ h = 60 \times 60 \ s = 3600 \ s

    \displaystyle (1 \ h)^2 = (3600 \ s)^2 = 12960000 \ s^2

    \displaystyle 1 \ h^2 = 12960000 \ s^2

    Vamos substituir as equações {25 \ km = 25000 \ m} e {1 \ h^2 = 12960000 \ s^2} na expressão inicial:

    \displaystyle 25 \ km/h^2 =\dfrac {25 \ km}{h^2} = \dfrac {25000 \ m}{ 12960000 \ s^2}

    \displaystyle = \dfrac{25000 \ m}{12960000 \ s^2} =0,0019 \ m/s^2

    Quer dizer que, no SI { \dfrac {25 \ km}{h^2} = 0,0019 \ m/s^2}.

Exercício 6 Numa partícula actuam 3 forças conforme indica a figura abaixo:

Determine a força resultante sabendo que {F_1 = 3 \ N, F_2 = 5 \ N, F_3 = 8 \ N  \ e  \  \alpha = 10^o}

NÍVEL DE DIFICULDADE: Regular.

Resolução 6 .

Para sabermos a força resultante, devemos encontrar as componentes das forças aplicadas nos eixos Ox e Oy. Como as Forças primeiramente devemos traçar as correspondestes das {F_1} e {F_3} são paralelas aos eixos Ox e Oy, respectivamente, elas só têm uma componente não nula, que corresponde ao eixo a que são paralelas. A componente no outro eixo é nula. Para da força {F_2}, devemos projecta-la nos eixos e calcular as componentes para cada eixo (Ox e Oy).

Calculamos as componentes usando as razões trigonométricas:

\displaystyle F_{2x} = F_2 \sin \alpha \ ; \ F_{2y} = F_2 \cos \alpha

\displaystyle F_{2x} = 0,86 \ N \ ; \ F_{2y} = 4,92 \ N

Vamos agora Fazemos então a soma vectorial das componentes Ox e Oy:

\displaystyle \vec{F_{Rx}} = \vec{F_1} + \vec{F_{2x}} \ ; \ F_{Rx} = F_1 - F_{2x} = 3 - 0,86 = 2,14 \ N

\displaystyle \vec{F_{Ry}} = \vec{F_{2y}} - \vec{F_3} \ ; \ F_{Ry} = F_{2y} - F_3 = 4,92 - 8 = -3,08 \ N

O módulo força resultante é dada pelo teorema de Pitágoras:

\displaystyle F_R = \sqrt{F_{Rx}^2 + F_{Ry}^2}

\displaystyle F_R = \sqrt{(2,14)^2 + (-3,08)^2} = \sqrt{14,066}

\displaystyle F_R = 3,75 \ N \approx 4 \ N

Exercício 7 Se as componentes da velocidade de um móvel são {v_x = 10 \ m/s}, {v_y = 5 \ m/s} e {v_z = 2v_x + 3v_y}.

Determine: o modulo deste vector velocidade.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 7 .

Dados

{v_x = 10 \ m/s}

{v_y = 5 \ m/s}

{v_z = 2v_x + 3v_y}

{v_z\rightarrow \ ? }

{|v| \rightarrow \ ? }

Para determinar o modulo do valor velocidade, primeiramente devemos determinar o valor da coordenada da velocidade em z ({v_z}), substituindo o valor das velocidades de {v_x} e {v_y} em {v_z}.

\displaystyle v_z = 2v_x + 3v_y \Rightarrow v_z = 2 \cdot 10 + 3 \cdot 5

\displaystyle v_z = 35 \ m/s

Neste caso, a velocidade será obtida de modo seguinte:

\displaystyle |\vec{v}| = \sqrt{v_x^2 + v_y^2 + v_z^2} = \sqrt{10^2 + 5^2 + 35^2}

\displaystyle |\vec{v}| = \sqrt{100 + 25 + 1225} = \sqrt{1350}

\displaystyle |\vec{v}| = 36,74 \ m/s

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1.1. Exercícios sobre Carga e Forças Eléctricas (Parte 1)

— 1. Exercícios sobre Electrostática —

 

— 1.1. Exercícios sobre Carga e Forças Eléctricas —

Exercício 1 .

Uma esfera metálica carregada negativamente tem { -25 \ \mu C } quantos eletrões em excesso foram adicionados a esta esfera? ({ q_e=-1,6 \cdot 10 ^{19} \ C }).
NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 1 .

Dados .

{ q= -25 \ \mu5=-25 \cdot 10 ^{-6} \ 6 } .

{ q_e=-1,6 \cdot 10 ^{-19} \ 6 } .

{ n \rightarrow ? } .

. A carga total é dada por:

\displaystyle q=n \cdot q_c

Onde:

{q-} é a carga eléctrica total.

{n-} é o numero de electrões em excesso ou defeito.

{q_e}= é a carga eléctrica elementar

Neste caso, isolando {n}, obtemos:

\displaystyle q= n \cdot q_c \Rightarrow n= \frac{q}{q_c}= \frac{-25 \cdot 10 ^{-6} \ 6}{-1,6 \cdot 10 ^{-19} \ 6}

\displaystyle n= \frac{25 \cdot 10 ^{-6}}{1,6 \cdot 10 ^{-19}}

\displaystyle n=1562,5 \cdot 10^{11}

.

Neste caso a esfera tem {1562,5 \cdot 10^{11}} electrões.

Exercício 2 .

Qual é a força da interação entre o núcleo e o electrão de um átomo de Hidrogénio, se o raio atómico é de { 53 \ pm}.

NÍVEL DE DIFICULDADE: Elementar.

Resolução 2 .

Dados .
{ q_p= 1,6 \cdot 10 ^{-19} \ C } .

{ q_e= -1,6 \cdot 10 ^{-19} \ C } .

{ r= 53 \ pm = 53 \cdot 10 ^{-12} \ C} .

{ k \approx \ 9 \cdot 10 ^{9} \ N \cdot m^2/C^2 }

De acordo com a lei do coulomb temos:

\displaystyle \overrightarrow{F}=k \cdot \frac{q_1 \cdot q_2}{r^2} \overrightarrow{u_r}

Em módulo:

\displaystyle F=k \cdot \frac{|q_1| \cdot |q_2|}{r^2}

O átomo de Hidrogénio, no estado fundamental, tem contem duas cargas (um electrão e um protão) e a distância entre elas é igual ao raio da orbita. Então:

\displaystyle F=k\frac{ | q_e| \cdot |q_p | }{ r^2}= 9 \cdot 10 ^{9} \frac{( 1,6 \cdot 10 ^{-19} )^2}{( 53 \cdot 10 ^{-12})^2}

\displaystyle F= 8,2 \cdot 10 ^{-8} \ N

A força de interação é de { 8,2 \cdot 10 ^{-8} \ N }.

Exercício 3 Quando duas esferas(A e B), carregadas e condutoras, com respectivamente {10 \ nC } e {-5 \ nC} e inicialmente num,a distância d, uma da outra, apresentam uma força de {50 \ m N}. Se colocadas em contacto e separadas novamente à distância inicial, qual será a força e a natureza da mesma (actração ou repulsão)?

NÍVEL DE DIFICULDADE: regular.

Resolução 3 .

Dados .

{q_{dA}=10 \ nC= \ 10 \cdot 10^{-9} \ C }

{q_{dB}=-5 \ nC= \-5 \cdot 10^{-9} \ C}

{d=d_0=d_1}

{F_0=50 \ nN= \ 50 \cdot 10^{-3} \ N}

{F_{1}-?}

Natureza{-?} .

.
Se trata de duas situações, onde a distância inicial {(d_0) } é igual a distância final {(d_1)} logo: {d=d_0=d_1}.

.

Ao colocar as esferas juntas, a carga total será a soma das cargas de cada um deles. Como ambas são condutoras, ocorre tranferencia de electrões de um material para outro. Esta transferência cessa quando as cargas dos dois ficam, iguais. Ao separa-los, cada uma fica com a carga obtida do equilíbrio, que no caso, é igual a metade da carga resultante. Logo:

\displaystyle q_{1A}=q_{1B}=\frac{q_{A} + q_{B}}{2}=\frac{10 \ nC \ + \ (-5 \ nC)}{2}=\frac{5 \ nC)}{2}= \ 2,5 \ nC = \ 2,5 \cdot 10^{-9} \ C

.

No inicio (situação 0), a força de que actua entre as cargas é:

\displaystyle F_0=k \frac{|q_A| \cdot |q_B|}{d^2} \Rightarrow k=\frac{d^2 \cdot F_0}{2 \cdot |q_A| \cdot |q_B|} \ \ \ \ \ (1)

Após contacto, os valores das cargas mudam e consequentemente, a força muda. A força de que actua entre as cargas nesta situação 1 é:

\displaystyle F_{1}=k \frac{(|q_{0A}| \cdot |q_{0B}|}{d^2}= k\frac{|q_{0A}| \cdot |q_{0B}|}{d^2} \ \ \ \ \ (2)

Substituindo {k} da equação 1 na equação 2, temos:

\displaystyle F_{1}=\frac{d^2 \cdot F_0}{|q_A| \cdot |q_B|} \cdot \frac{|q_{0A}| \cdot |q_{0B}|}{d^2}

\displaystyle F_{1}=\frac{50 \cdot 10^{-3}}{|10 \cdot 10^{-9}| \cdot |-5 \cdot 10^{-9}|} \cdot \frac{ (2,5 \cdot 10^{-9} )^2}{1}

Nota: Simplificamos as distâncias, pois são iguais.

\displaystyle F_{1}=6,25 \cdot 10^{-3} \ N

\displaystyle F_{1}=6,25 \ mN

Sendo que as cargas são iguais, a natureza da Força será de Repulsão.

OBS: Como qualquer trabalho, esta publicação pode estar sujeita a erros de digitação, falta de clareza na imagem ou alguma insuficiência na explicação. Neste sentido, solicitamos aos nossos leitores o seguinte:

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