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Introdução à Lógica – Lógica Dedutiva e Lógica Indutiva

— 3. Lógica Dedutiva e Lógica Indutiva —

Vamos analisar dois argumentos:

  1. Vejo fumo;
  2. Logo há fogo.

e

  1. Este blog tinha 20 leitores;
  2. Neste momento este blog tem 19 leitores;
  3. Logo, um dos leitores está desaparecido.

Existe um diferença muito importante entre estas duas inferências, e esta diferença espelha a diferença entre dois tipos de Lógica.

Por um lado nós sabemos que a mera existência de fumo não é garantia para a existência de fogo. Apenas torna provável a existência de um fogo.

Assim, inferir a existência de fogo porque visualizámos fumo é um acto razoável, mas não é de todo um acto infalível. É perfeitamente possível a existência de fumo sem ser necessário haver fogo.

A investigação deste tipo de lógica tem o nome de Lógica Indutiva. A Lógica Indutiva estuda o procedimento de inferir conclusões de premissas através de um método probabilístico. Outra forma de definirmos a Lógica Indutiva é dizermos que a Lógica Indutiva estuda argumentos nos quais a verdade das premissas torna provável a verdade da conclusão.

A Lógica Indutiva é um tema fascinante e profundamente rico, mas é também um extremamente complexa. Um dos motivos desta complexidade é o facto dos praticantes desta modalidade da Lógica não estarem em completo acordo entre si sobre quais os atributos de um raciocínio indutivo correcto!

Mas descansem prezados leitores, que a Lógica Indutiva e as suas múltiplas nuances não são o objectivo de estudo destes artigos e vamos somente estudarmos o igualmente rico campo da Lógica Dedutiva.

Voltando ao segundo exemplo, podemos afirmar categoricamente que se as premissas são de facto verdadeiras então a conclusão é necessariamente verdadeira.

No entanto, e só para agitarmos as águas, vamos terminar esta secção introdutória com o seguinte comentário.

Uma vez que na Lógica Dedutiva a veracidade das premissas implica necessariamente a veracidade da conclusão, podemos dizer que a probabilidade da conclusão ser verdadeira é {1}. Assim sendo a Lógica Dedutiva é um subconjunto da Lógica Indutiva. Ou seja, todos os argumentos dedutivos são necessariamente argumentos indutivos, mas um argumento indutivo pode não ser um argumento dedutivo.

— 4. Sentenças e Proposições —

A Lógica investiga inferências sob a forma dos argumentos que representam as inferências em questão. Relembramos que um argumento é uma colecção de sentenças (frases declarativas) onde uma das quais é denominada de conclusão e as restantes sentenças são as premissas.

As sentenças são objectos linguísticos, tal como as palavras. São formadas por sequências de sons ou por sequências de símbolos. As sentenças podem ser distinguidas das proposições que elas expressam (no entanto, muitos filósofos criticam violentamente a noção de proposição). De uma forma simples podemos dizer que uma sentença expressa de forma particular a realidade de algo enquanto que uma proposição expressa a real natureza de algo.

Um exemplo simples que nos permite distinguir uma sentença de uma proposição:

  • O céu é azul
  • The sky is blue
  • El cielo es azul
  • Le ciel est bleu

São todas sentenças diferentes mas que expressam uma mesma proposição. Voltamos no entanto a dizer que vários filósofos que se debruçam sobre este tema de forma intensa são bastante críticos da noção de proposição considerando-a um conceito que só deturpa a análise. Como vemos nem a Lógica Dedutiva que é bastante mais simples que a Lógica Indutiva está livre de controvérsias entre os seus estudiosos…

— 5. Forma e Conteúdo —

Ainda que as proposições estão sempre a olhar por cima dos nossos ombros colectivos, a Lógica Dedutiva tal como a vamos estudar estará mais focada no estudo de sentenças. A motivação para esta abordagem é simples: as sentenças são mais fáceis de interpretar e mais fáceis de trabalhar.

Outro motivo para trabalharmos com sentenças e não com proposições prende-se com o facto de que a Lógica Dedutiva analisa e classifica os argumentos de acordo com a sua forma e não com o seu conteúdo.

Uma sentença é constituída por palavras organizadas por uma ordem particular. Assim, a forma de uma sentença pode ser analisada em termos da disposição das suas palavras constituintes. De forma mais precisa: uma sentença é constituída por termos, que podem ser termos simples ou termos compostos.

Definição 4

Um termos simples é uma palavra a que está associado uma função gramatical.

Exemplos de termos simples são substantivos, verbos, adjectivos, etc.

Definição 5

Um termos composto é uma sequência de palavras que tem a função de uma única unidade gramatical no corpo de uma sentença.

Exemplos de termos compostos são “Presidente da República”.

Para este curso vamos vamos dividir os termos em duas categorias:

  1. Termos descritivos
  2. Termos lógicos

Temos que ter em atenção, no entanto que esta distinção não é absoluta, mas depende essencialmente do nível de análise lógica que estamos a executar. Para o âmbito deste curso vamos tomar em conta três níveis de Análise Lógica:

  1. Lógica Silogística
  2. Lógica Sentencial / Lógica Proposicional / Lógica de Ordem Zero
  3. Lógica de Primeira Ordem / Cálculo de Predicados de Primeira Ordem

Cada nível de análise tem associado a si uma classe especial de termos lógicos. Para a Lógica Silogística os termos lógicos disponíveis são “todo”, “algum”, “não” e “é/são”. Para a Lógica de Ordem Zero os termos lógicos são conectivos de sentenças “e”, “ou”, “se, então”, “se e somente se”. No caso da Lógica de Primeira Ordem os termos lógicos disponíveis são os termos da Lógica Silogística e da Lógica de Ordem Zero.

Voltando ao que foi dito atrás a lógica analisa e classifica argumentos de acordo com a sua forma. A forma lógica de um argumento é função das formas das sentenças individuais que constituem o argumento. Por sua vez a forma lógica de uma sentença da disposição dos seus termos (os termos lógicos são considerados mais importantes que os termos descritivos).

Uma vez que a distinção entre termos lógico e termos descritivo depende do nível de análise que estamos a empregar, assim também a noção de forma lógica também será função do nível de análise empregado.

A diferença entre forma e conteúdo pode ser difícil de entender no abstracto e por isso mesmo vamos dar alguns exemplos concretos no próximo artigo.

Introdução à Lógica

— 1. Introdução —

A Lógica tem várias definições de acordo com os seus muitos praticantes. Mas para o interesse deste curso podemos definir a lógica como sendo a ciência do raciocínio.

Não queremos com isto dizer que a Lógica se debruça com os processos mentais associados com a actividade cognitiva, mas sim com a correcção (ou falta de) dos raciocínios.

O raciocínio é uma das várias actividades mentais que executamos. Neste caso ao raciocinar o que nós seres humano estamos a fazer é realizar inferências.

Definição 1 Uma inferência é o acto de de se retirar conclusões através de premissas.

A palavra premissas pode também ser substituida por dados, informação, factos pois são termos mais próximos da linguagem do dia a dia.

Seguem abaixo alguns exemplos de inferências:

  • Vemos fumo a vir de uma flores e inferimos que há fogo
  • Alguém volta da rua molhado e infermos que está a chover
  • Recebemos a notificação por email de mais um artigo publicado na Luso Academia e inferimos que vamos receber mais material de alta qualidade…

Por favor notem que existe uma diferença entre inferência e implicação que são termos que muitas vezes se confundem, mas que em Lógica tem sentidos precisos e diferentes.

Vamos ilustrar a diferença entre os dois termos analisando o exemplo do fogo. Nós inferimos que existe fogo com base na observação do fumo. No entanto, não podemos implicar a existência do fogo. Por outro lado, o fumo implica a existência do fogo, mas não infere o fogo. Em conclusão, a palavra inferência não é equivalente à palavra implicação.

De uma forma simplificada podemos esquematizar o processo de raciocínio como tendo inputs (premissas, dados, etc) e produzindo outputs (conclusões). Num certo sentido vemos o processo de raciocínio como sendo uma função. Assim sendo, temos um conjunto de premissas {P_1}, {P_2}, {P_n}, que irão produir uma conclusão {C} e se as regras de inferência forem seguidas podemos garantir que a conclusão atingida é válida.

— 2. Inferências e Argumentos —

Após a introdução vamos então começar a introduzir várias definições que nos permitirão avançar no estudo da Lógica de forma mais profunda.

Definição 2 Uma Sentença é uma frase declarativa à qual se pode atribuir um valor lógico de verdade (verdadeiro ou falso).

Temos abaixo alguns exemplos de sentenças:

  • Está calor
  • Sou bonito
  • {\displaystyle \lim_{n \rightarrow \infty}u_n=\left( 1+\dfrac{1}{n} \right)^n =e}

Não são exemplos de sentenças as seguintes frases:

  • Que horas são?
  • Sai daqui!!!
  • {1,2,3,...}

De notar que ao dizermos que uma sentença tem sempre um valor de verdade, não quer dizer que nós humanos saibamos qual é esse valor de verdade. Por exemplo a frase “Deus existe” é certamente uma sentença ainda que nós humanos não saibamos qual o seu valor de verdade. Estou a descontar os iluminados que sabem que com toda a certeza que Deus existe ou que Deus não existe.

Definição 3 Um Argumento é uma coleção de sentenças, onde uma das sentenças é designada por conclusão e as restantes sentenças são designadas por premissas.

Notem que isto não é a definição de um bom argumento. É tão somente a definição de um argumento. De notar também que no nosso quotidiano a palavra argumento tem uma característica adicional: normalmente as premissas de um argumento devem suportar (justificar) a conclusão do argumento.

Vamos então analisar alguns exemplos vistos anteriormente, mas agora na lógica de argumentos:

  1. Vejo fumo
  2. logo, há fogo!

Aqui o argumento é composto por duas sentenças. “Vejo fumo” e “há fogo”. A palavra “logo” é somente uma partícula de ligação entre as duas sentenças que nos permite mais facilmente identificar a qual é a conclusão e qual é a premissa.

Em princípio qualquer colecção de sentenças pode ser designada de argumento. Basta para isso indicarmos qual é a conclusão. No entanto não é suposto que todas as colecções de sentenças sejam um argumento.

A Importância das CTEM

Ao longos dos séculos várias sociedades na história da humanidade procuraram perceber o mundo que está à nossa volta. Naturalmente as explicações encontradas eram muito simplistas no princípio, mas com o passar do tempo o nível de sofisticação foi aumentando. Isto equivale a dizer que os fenómenos a serem estudados foram se tornando cada vez mais complexos e consequentemente as ferramentas utilizadas foram se tornando também mais complexas.

Importa aqui realçar que a compreensão alcançada dos fenómenos naturais permitiu à espécie humana controlar o meio ambiente e com isso alcançar melhores condições de vida. Muitos exemplos podem ser dados para substanciar a afirmação anterior, mas iremos apenas indicar a Revolução Industrial. Esta aconteceu durante o princípio da primeira metade do Séc. XVIII e estendeu-se até ao final da primeira metade do Séc. XIX. Durante este período assistiu-se a uma intensa mecanização dos métodos de produção, a utilização crescente da energia a vapor e a fabricação de produtos químicos para os mais variados fins.

Estes progressos tiveram várias consequências positivas nos países onde foram implementados. Os volumes de produção aumentaram de uma forma incrível, um maior número de pessoas passou a ter acesso aos bens e o número de empregos aumentou pois as novas fábricas que estavam ser formadas precisavam de força de trabalho. Do lado demográfico também vimos avanços incontestáveis com a melhoria generalizada das condições de vida: aumento da população, aumento da esperança média de vida e diminuição da mortalidade infantil.

Na última década do Séc. XX surgiu nos EUA a sigla STEM que significa “Science, Technology, Engineering and Mathematics” que significa “Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática” (em português vamos optar pela sigla CTEM). Muito mais que uma simples sigla esta é uma perspectiva integrada de olhar para todas as áreas que são responsáveis pelos avanços técnicos alcançados pelos seres humanos. No entanto, como já vimos, estes avanços de natureza mais técnica acarretam sempre progressos noutras áreas.

Deste modo é muito importante realçar as vantagens associadas a termos uma sociedade que aposta nas CTEM como forma de potenciar o seu desenvolvimento noutras áreas não directamente relacionadas com as CTEM. è bastante claro que o investimento aplicado em áreas mais experimentais como as engenharias acarretam várias vantagens para as sociedades e potenciam o seu crescimento económico. No entanto, vários estudos foram já feitos e todos eles comprovam que o investimento em áreas como a Física e a Química vêm um maior crescimento na sua Economia quando comparados com países que se focam somente nas ciências aplicadas.

Podemos então concluir que esforços devem ser envidados para apoiar a educação de base nas CTEM ao mesmo que se investe na produção investigação científica de natureza mais fundamental para alavancarmos o desenvolvimento económico em países de renda média (como é o caso de Angola.

Curso de Astronomia – 1º Programa – Luso Academia

Desde tempos imemoriais que a Humanidade olha para o céu noturno numa tentativa de dar sentido ao mundo que temos à nossa volta. Os padrões, a regularidade, a beleza e elegância dos movimentos dos corpos celestes e as suas interacções sempre cativaram a nossa
imaginação e impeliram o nosso esforço para encontrar explicações para os factos observados.

Ainda hoje em plena era espacial, onde não só o nosso conhecimento avançou de forma inegável, e até já navegamos várias vezes para o espaço sideral, continuamos a olhar para o céu noturno com o mesmo sentimento de assombro. Este sentimento advém, tal como para os
nossos antepassados longínquos, da ordem e organização que observamos no firmamento.

Nesse sentido a Luso Academia, em conjunto com o Acelera Angola, vai ministrar um curso de astronomia onde todos os interessados poderão conhecer um pouco melhor os métodos da ciência da astronomia e quais são os seus principais contributos para aquela que é talvez a maior aventura do intelecto humano: conhecer o Cosmos à nossa volta.

No link a seguir pode consultar o evento de facebook e fazer a sua marcação: Curso de Astronomia – 1º Programa – Luso Academia. O link para a marcação de lugares no evento é Curso de Astronomia.

Os nossos leitores de fora de Angola podem também fazer a sua inscrição pois iremos transmitir o evento via livestreaming (o link relevante irá ser partilhado oportunamente)

 

 

Exercícios Resolvidos

— 1. Introdução —

A pedido de um dos nossos leitores vamos publicar alguns exercícios resolvidos para ajudá-lo a ele e aos seus colegas na compreensão da matéria de Cálculo I para o curso de Gestão e Economia.

— 2. Exercícios —

Exercício 1 Considera a sucessão {U_n} definida por: {U_n=\frac{n+1}{n}}.

  1. Calcule os 4 primeiro termos de {U_n}

    {U_1=\frac{1+1}{1}=\frac{2}{1}=2}

    {U_2=\frac{2+1}{2}=\frac{3}{2}}

    {U_3=\frac{3+1}{3}=\frac{4}{3}}

    {U_4=\frac{4+1}{2}=\frac{5}{4}}

  2. Verifica se {\frac{6}{5}} é um termo da sucessão

    Para que {\frac{6}{5}} seja um termo da sucessão {U_n} tem que existir um {n} pertencente a {\mathbb{N}} tal que {U_n=\frac{6}{5}}.

    {\begin{aligned} \displaystyle \frac{6}{5}&= \frac{n+1}{n} \\ 6n &= 5n+5\\ 6n-5n &= 5\\ n &= 5 \end{aligned}}

    Como {n=5} é uma afirmação válida podemos concluir que {\frac{6}{5}} é um termo da sucessão.

  3. {\exists N \in \mathbb{N}: U_n=\frac{7}{8}}

    {\begin{aligned} \displaystyle \frac{7}{8}&= \frac{n+1}{n} \\ 7n &= 8n+8\\ 7n-8n &= 8\\ -n &= 5 \\ n &= -8 \end{aligned}}

    Como {n=-8} é uma afirmação que não é válida podemos que concluir que {n \nexists \mathbb{N}: U_n=\frac{7}{8}}

  4. Mostre que {a_{n+1}-a_n=-\frac{1}{(n+1)n}}. Que monotonia se trata?

    {\begin{aligned} \displaystyle a_{n+1}-a_n &=\frac{n+1+1}{n+1}-\frac{n+1}{n} \\ &= \frac{n+2}{n+1}-\frac{n+1}{n} \\ &= \frac{(n+2)n-(n+1)^2}{(n+1)n} \\ &= \frac{n^2-2n-n^2-2n-1^2}{(n+1)n} \\ &= \frac{-1}{(n+1)n} \\ &= -\frac{1}{(n+1)n} \end{aligned}}

    Uma vez que a diferença entre termos sucessivos da sucessão {U_n} é negativa temos a seguinte relação:

    \displaystyle  a_{n+1}-a_n < 0

    Ora isto implica que

    \displaystyle  a_{n+1} < a_n

    Assim sendo vemos que os termos sucessivos são sempre menores que os termos anteriores, logo a sucessão {U_n} tem uma monotonia decrescente.

Exercício 2 Prove que a sucessão de termo geral

\displaystyle  a_n=\frac{3n-4}{2n-1}

é uma sucessão crescente.

Tal como vimos no exercício anterior para calcularmos a monotonia de uma função temos que calcular o termo

\displaystyle  a_{n+1}-a_n

{\begin{aligned} \displaystyle a_{n+1}-a_n &=\frac{3(n+1)-4}{2(n+1)-1}-\frac{3n-4}{2n-1} \\ &= \frac{3n+3-4}{2n+2-1}-\frac{3n-4}{2n-1} \\ &= \frac{3n-1}{2n+1}-\frac{3n-4}{2n-1} \\ &= \frac{(3n-1)(2n-1)-(3n-4)(2n+1)}{(2n+1)(2n-1)} \\ &= \frac{6n^2-3n-2n+1-(6n^2+3n-8n-4)}{4n^2-1} \\ &= \frac{6n^2-3n-2n+1-6n^2-3n+8n+4)}{4n^2-1} \\ &= \frac{5}{4n^2-1} \end{aligned}}

Uma vez que

\displaystyle  a_{n+1}-a_n=\frac{5}{4n^2-1}

E que

\displaystyle \frac{5}{4n^2-1}>0

Temos que

\displaystyle  a_{n+1}-a_n>0

E assim é

\displaystyle  a_{n+1}> a_n

Logo {a_n} é uma sucessão crescente.

Exercício 3

Dada a sequência do exemplo anterior, justifique que são limitadas as seguintes sucessões

  • {a_n=10+\frac{1}{n}}

    Ora {a_1=10+\frac{1}{1}=10+1=11}

    Por outro lado vamos calcular o limite da sucessão.

    {\begin{aligned} \displaystyle \lim a_n &= \lim 10+\frac{1}{n}\\ &= 10+0\\ =10 \end{aligned}}

    Uma vez que

    \displaystyle  10 \leq a_n \leq 11

    A sucessão diz-se limitada.

  • {u_n=\frac{n+1}{n}}

    {u_1=\frac{1+1}{1}=\frac{2}{1}=2}

    Por outro lado

    {\begin{aligned} \displaystyle \lim u_n &= \lim \frac{n+1}{n}\\ &= 1 \end{aligned}}

    Uma vez que

    \displaystyle  1 \leq u_n \leq 2

    A sucessão diz-se limitada.

  • {d_n=\frac{3-n}{n+1}}

    {d_0=\frac{3-0}{0+1}=\frac{3}{1}=3}

    Por outro lado

    {\begin{aligned} \displaystyle \lim d_n &= \lim \frac{3-n}{n+1}\\ &= \lim \frac{-n}{n}\\ &= -1 \end{aligned}}

    Uma vez que

    \displaystyle  -1 \leq u_n \leq 3

    A sucessão diz-se limitada.

  • {d_n=n+\frac{1}{n}}

    {d_1=1+\frac{1}{1}=1+1=2}

    Por outro lado

    {\begin{aligned} \displaystyle \lim d_n &= n+\frac{1}{n}\\ &=\lim n+0\\ &= +\infty \end{aligned}}

    Uma vez que

    \displaystyle  \lim d_n=+\infty

    A sucessão diz-se não limitada.

  • Mecânica Quântica para Todos

    Como é sabido dos nossos leitores a Luso Academia tem vindo a realizar um ciclo de sessões de esclarecimento e divulgação da Ciência.

    Neste sentido foi hoje realizado mais uma dessas sessões. Como sempre tivemos o apoio do Acelera Angola, e da Estilo Rouge.

    Como já foi dito neste artigo Parceria Unitel, foi firmada uma parceria entre a Unitel e a Luso Academia. No âmbito desta parceria a Unitel foi também uma parceira neste evento e esteve presente durante a sessão de esclarecimento.

    Finalmente resta também mencionar o apoio do Centro Tecnológico Nacional que foi incansável na busca de oferecer as melhores condições para a realização deste evento.

    Relativamente a sessão de hoje o tema versado foi a Mecânica Quântica e procuramosfazer uma introdução da Mecânica Quântica que fosse o mais acessível para o público em geral.

    Deixamos então convosco a última apresentação e esperamos que vos seja útil.

    Mecanica Quantica Para Todos.

    Mini Curso de Física Moderna – Aula 1

    Como é do conhecimento dos nossos leitores temos planeado um mini curso de nome “Da Física Clássica à Física Moderna – Uma Breve Introdução“.

    No Sábado passado foi ministrado a primeira aula deste mini curso. Tal como foi combinado com os alunos que estiveram presentes partilhamos aqui o conteúdo da primeira aula.

    Fisica Moderna – Aula 1

    2017 – A Luso Academia em números

    Bom ano para todos os nossos leitores!

    Neste novo ano que agora começa queremos dar um novo fôlego ao Luso Academia. Queremos publicar mais e queremos publicar em mais áreas do saber.

    Para já vamos fazer um pequeno balanço do que tem sido o nosso alcance até então.

    Como sabem começámos este projecto no segundo semestre de 2015. Nestes primeiros 6 meses de actividade tivemos 10.499 visitas e 6.084 visitantes. O top três de países foi o Brasil com 4.226 visitas, Angola com 2.315 visitas e Portugal com 1.527 visitas

    Já em 2016, onde tivemos operacionais durante os 12 meses do ano, tivemos 105.868 visitas, 80.681 visitantes e publicamos 35 artigos. Quer isto dizer que tivemos um crescimento de 908% nas visitas.

    Para este período os países com mais visitas foram:

    1. Brasil com 84.113 visitas
    2. Estados Unidos com 7.348 visitas
    3. Portugal com 5.304 visitas

    Finalmente em 2017 tivemos 5 artigos publicados (um decréscimo substancial que vai ser revertido este ano!) e o número total de visitas foi de 163.490 com 121.907 visitantes. Isto representou um aumento de 54% nas nossas visitas. Para além disso foi também neste ano que atingimos pela primeira vez a marca de mais de 1.000 visitas num dia e onde vimos crescer substancialmente o número dos nossos seguidores.

    Como já dissemos, em 2018 vamos publicar muito mais do que publicamos até agora, de modo a podermos cumprir com a nossa missão.

    Esperem boas coisas da nossa parte e ajudem-nos a tornar o conteúdo do Luso Academia cada vez mais relevante.

    Excelente 2018!!!

    Da Física Clássica à Física Moderna – Uma Breve Introdução

    É bastante notório o interesse que as pessoas em geral têm pela Física. Pela evolução/história da Física assim como pelas suas teorias e modelos mais imaginativos que nos fazem pensar que afinal o mundo em que vivemos parece ter mais criatividade do que os seres humanos que o habitam.

    Neste sentido, foi pensado um mini-curso, pela equipa da Luso Academia, que nos levará da Física Clássica à Física Moderna. O objectivo deste curso é introduzir alguns conceitos de Física Moderna de uma forma acessível. Para tal faremos uma breve revisão de alguns conceitos, pressupostos e resultados da mecânica clássica, ainda que utilizando alguma terminologia e conceitos mais modernos, e só depois a Física Relativista e Física Quântica serão introduzidas e estudadas.

    Os temas que iremos tratar ao longo deste curso serão (quase) sempre introduzidos da mesma maneira: umas quantas definições de conceitos iniciais, uma exposição dos axiomas que regulam o comportamento das entidades definidas e os resultados que se seguem após o enunciado dos axiomas.

    Sei bem que esta não é a maneira corrente de ensinar muitos destes tópicos a um nível introdutório, mas escolhi assim fazê-lo porque tal permite brevidade de exposição dos temas tratados e porque me parece que as teorias assim retratadas são manifestamente mais elegantes.

    Espero que o que se ganhe em tempo e elegância não seja compensado por uma correspondente perda em pedagogia.

    No final do curso os alunos serão capazes de não só entender os conceitos que serão partilhados assim como de os utilizar para resolver exercícios e dessa forma aprofundar ainda mais os conceitos estudados.

    De modo a não deixarmos ninguém de fora, este mini-curso será também partilhado na internet através do livestream (o link de acesso será divulgado brevemente). Para além disso, vamos também partilhar as aulas, uma por uma, através do nosso blog, para que seja possível a qualquer um dos nos nossos leitores fazer parte deste curso e esclarecer as suas dúvidas e questões.

    Partilhamos então o link do evento convosco: “Da Física Clássica à Física Moderna – Uma Breve Introdução” para que se possam inscrever através do facebook.

     

    Física X – Termodinâmica, Relatividade e o nosso dia a dia

    No seguimento do ciclo de conversas Física X, realizamos no passado dia 16 de Dezembro  a segunda sessão intitulada “Termodinâmica, Relatividade e o nosso dia a dia”.

    À semelhança da primeira sessão, tivemos o apoio do Acelera Angola, para a realização do evento. A novidade da segunda sessão é que desta vez pudemos contar também com o apoio da Estilo Rouge, que disponibilizou as suas instalações para a realização do evento.

    Neste segundo evento tentamos desmitificar algumas noções essenciais de Termodinâmica e explicar de uma forma mais amigável os conceitos fundamentais da Relatividade Restrita.

    Partilhamos com os leitores do Luso Academia o conteúdo da segunda sessão, relembrando que, tal como na primeira sessão, o conteúdo da conversa foi para além do que está nos slides.

    Sem mais delongas aqui está a apresentação: “Termodinamica, Relatividade e o nosso dia a dia

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