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Como se forma a imagem na lupa, microsópio e telescópio?

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— 2.7.19. Instrumentos ópticos principais —

Lupa (Microscópio simples)

Lupa, microscópio simples ou lente de aumento são nomes que uma lente convergente pode receber. Ela é, também, o instrumento óptico mais simples. É um instrumento óptico que serve para melhor observação dos objectos pequenos situados próximos de nós. Muitas vezes são usadas para leitura. Ela é normalmente uma lente convergente simples. O objecto a estudar {AB} fica no intervalo entre o foco objecto {F} e a lente.

Figura 62: Formação da imagem na lupa. [7]

A lente amplia este objecto numa imagem {A'B'} maior e de mesmo sentido que o objecto. A ampliação da imagem é simplesmente igual a:

\displaystyle k=-\frac{d'}{d} \ \ \ \ \ (78)

 

Microscópio Composto (Microscópio óptico)

O Microscópio óptico é um instrumento usado para ampliar, com uma série de lentes, estruturas pequenas impossíveis de visualizar a olho nu.

É constituído por um componente mecânico que suporta e permite controlar um sistema óptico que amplia as imagens.

Figura 63: Aspecto construtivo simples do microscópio composto. [1]

O sistema óptico é constituído por dois sistemas de lentes convergentes. A primeira lente que fica mais próxima do objecto é uma lente de distância focal da ordem de alguns milímetros e é denominada objectiva. A segunda lente de distância focal da ordem de alguns centímetros e é chamada ocular. Estas lentes são, geralmente, associadas coaxialmente (com o mesmo eixo óptico),

O esquema da constituição e da formação da imagem no microscópio é dado pela figura 64:

Figura 64: Esquema do sistema óptico do microscópio composto. [7]

O objecto a observar {AB} é colocado da Lamina, que fica próxima do foco da objectiva {L_1}. Os raios incidentes deste objecto formarão a imagem real {A_1B_1}, já ampliada, num ponto situado entre o foco objecto da ocular e a ocular. Esta imagem real será o objecto real para a ocular, que, devido a sua posição, formará a imagem virtual ampliada {A'B'}, num ponto situado a uma distância da ocular aproximadamente igual á distância de melhor visão ({d_2'\approx 25 cm}).

Assim, a ocular actua como uma lupa, ampliando a imagem fornecida pela objectiva, que já era ampliada em relação ao objecto.

A ampliação da imagem final em relação ao objecto é definida como sendo igual a:

\displaystyle k=\frac{A'B'}{AB} \ \ \ \ \ (79)

 

É claro que: {k=\frac{A'B'}{AB}=\frac{A'B'}{A_1B_1}\cdot\frac{A_1B_1}{AB}= k_1 \cdot k_2} em que {k_1} e {k_2} são respectivamente as ampliações produzidas pela objectiva {L1} e a ocular {L2}: {k_2= \frac{A'B'}{A_1B_1}} e {k_1=\frac{A_1B_1}{AB}}

Os aumentos dos microscópios variam entre {300} e {2.000} vezes. Não pode ser maior que estes valores porque quando as dimensões, a serem observadas, forem da ordem do comprimento de luz, ocorre o fenómeno da difração (de que iremos falar em secções adiantes), fazendo com que se perca a nitidez da imagem.

Existem, entretanto, muitas estruturas que possuem tamanhos inferiores que {4000\cdot10^{-10} m}, como as moléculas complexas que formam a matéria viva. Para tornar possível a observação dessas estruturas, os cientistas criaram um aparelho, denominado ? microscópio electrónico?, que utiliza feixes de electrões (em vez de feixes luminosos) para formar a imagem daquelas minúsculas estruturas. Esses feixes de electrões são focalizados (desviados) por dispositivos que criam campos eléctricos ou magnéticos, que funcionam como uma espécie de lente. Os microscópios electrónicos produzem aumentos superiores a {100.000} vezes.

Telescópio e Luneta

A luneta é um instrumento óptico utilizado para a observação de objectos a grandes distâncias do sistema óptico. De modo análogo ao microscópio, são utilizadas duas lentes convergentes, a objectiva e a ocular. No caso da luneta, os raios paralelos provenientes de um astro são focados no foco imagem {F_1'} da objectiva. A segunda lente, a ocular, amplia a imagem anterior para imagem final.

Figura 65: Esquema do sistema óptico da luneta. [7]

A ampliação da luneta é definida pela razão entre o ângulo de visão através da luneta {\beta} e o ângulo de visão directa {\alpha}:

\displaystyle G=\frac{\beta}{\alpha} \ \ \ \ \ (80)

 

O aumento visual de um luneta depende das condições de observação da imagem. Em condições usuais, o aumento visual é expresso pela relação entre as distâncias focais da objetiva ({f_1}) e da ocular ({f_2}):

\displaystyle G=\frac{f_1}{f_2} \ \ \ \ \ (81)

 

O inconveniente da utilização da luneta astronómica para observar objetos na Terra é que a imagem é invertida. As denominadas lunetas terrestres são adaptadas para tornar a imagem final directa. O modo de proceder à inversão da imagem é variável. Havendo então diversos tipos de lunetas terrestres.

Os telescópios diferem das lunetas pela substituição da lente objetiva por um espelho parabólico côncavo. A vantagem desses é que os espelhos parabólicos apresentam menos defeitos (aberrações) que as lentes. Por isso, os grandes observatórios preferem, na atualidade, utilizar telescópios em vez de lunetas. Por vezes a luneta é denominada telescópio de refração, reservando-se em termo de telescópio de reflexão para o telescópio propriamente dito.

 

 

— Referências Bibliográficas —

[1] Lilia Coronato Courrol & André de Oliveira Preto. APOSTILA TEÓRICA: ÓPTICA TÉCNICA I, FATEC-SP , [s.d.].
[2] Jaime Frejlich. ÓPTICA: TRANSFORMAÇÃO DE FOURIER E PROCESSAMENTO DE IMAGENS, Universidade Federal de Campinas – SP, [2010].
[3] Sérgio C. Zilio. ÓPTICA MODERNA: FUNDAMENTOS E APLICAÇÕES, [2010].
[4] Renan Schetino de Souza. ÓPTICA GEOMÉTRICA, [2012].
[5] Hugh D. Young & Roger Freedman. FÍSICA IV: ÓPTICA E FÍSICA MODERNA, [2009].
[6]Hugh D. Young & Roger Freedman. FÍSICA III: ELECTROMAGNETISMO, [2009].
[7] Julião de Sousa Leal. TRABALHO DE FIM DE CURSO: MANUAL DE ÓPTICA, FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO, [s.d.]

 

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